
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer que barras de proteína, repositores energéticos, sachês e outros suplementos alimentares sejam classificados como alimentos para atletas. A proposta, já discutida em consulta pública, pretende evitar o consumo desnecessário desse tipo de produto, cujas vendas vêm aumentando de forma significativa no país.
"Para quem faz exercícios moderados, mesmo que todos os dias, uma alimentação balanceada é suficiente. Não é preciso suplementos", afirma a gerente-geral de alimentos da agência, Denise Resende. O efeito prático é que esses alimentos passariam a estampar advertência de que são produtos destinados a atletas.
Para a diretora, pessoas que praticam atividades físicas no lazer são bombardeadas por uma ação de marketing que associa o uso de suplementos à melhoria do desempenho, a um corpo forte e bem condicionado. "Não é o
suplemento que vai garantir essas condições", diz.
Ela alerta que o consumo excessivo de suplementos pode trazer prejuízos à saúde. "Tanto é que, no texto da resolução, incluímos um alerta para que o produto não seja consumido por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades."
De olho no mercado crescente, a Associação Brasileira de Produtos Nutricionais (Abenutri) organizou um manifesto contra a proposta. "A medida é desnecessária, exagerada, um desrespeito à liberdade", avalia o presidente da Abenutri, Euclésio Bragança. Embora a resolução não proíba o uso de produtos por não atletas, ele está convicto de que os novos termos poderão trazer prejuízos para o setor.
Segundo ele, o alerta nas embalagens de que o produto é destinado para atletas pode afastar parte dos consumidores. Bragança conta que o manifesto já reuniu sete mil assinaturas. Entre os argumentos usados está o de que a resolução fere a liberdade de escolha. "O que é alimentação balanceada?", questiona. Ele acrescenta ainda que as pessoas têm direito de subtituir uma refeição por um complemento, desde que tenham vontade.
A gerente da Anvisa observa que, mesmo com a resolução, nada vai impedir o consumo. "Complementos são considerados alimentos. E alimentos não são proibidos", diz ela. Mas ela observa que cabe a agência fazer recomendações para garantir que os produtos sejam usados de forma adequada.
Pela regulamentação, empresas devem colocar nos rótulos advertências como a necessidade de
uso do produto sob recomendação de nutricionista ou médico. E, ainda, que o produto não substitui alimentação equilibrada. Também não podem haver expressões que façam referências a hormônios ou queima de gorduras, anabolizantes ou hipertrofia muscular.
A consulta pública já terminou. Agora, as sugestões estão em análise pela Anvisa. Uma audiência pública deverá ser marcada para discutir as alterações e, terminada essa etapa, a resolução será publicada.
Fonte: Jornal Gazeta do Sul
"Para quem faz exercícios moderados, mesmo que todos os dias, uma alimentação balanceada é suficiente. Não é preciso suplementos", afirma a gerente-geral de alimentos da agência, Denise Resende. O efeito prático é que esses alimentos passariam a estampar advertência de que são produtos destinados a atletas.
Para a diretora, pessoas que praticam atividades físicas no lazer são bombardeadas por uma ação de marketing que associa o uso de suplementos à melhoria do desempenho, a um corpo forte e bem condicionado. "Não é o
suplemento que vai garantir essas condições", diz.Ela alerta que o consumo excessivo de suplementos pode trazer prejuízos à saúde. "Tanto é que, no texto da resolução, incluímos um alerta para que o produto não seja consumido por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades."
De olho no mercado crescente, a Associação Brasileira de Produtos Nutricionais (Abenutri) organizou um manifesto contra a proposta. "A medida é desnecessária, exagerada, um desrespeito à liberdade", avalia o presidente da Abenutri, Euclésio Bragança. Embora a resolução não proíba o uso de produtos por não atletas, ele está convicto de que os novos termos poderão trazer prejuízos para o setor.
Segundo ele, o alerta nas embalagens de que o produto é destinado para atletas pode afastar parte dos consumidores. Bragança conta que o manifesto já reuniu sete mil assinaturas. Entre os argumentos usados está o de que a resolução fere a liberdade de escolha. "O que é alimentação balanceada?", questiona. Ele acrescenta ainda que as pessoas têm direito de subtituir uma refeição por um complemento, desde que tenham vontade.A gerente da Anvisa observa que, mesmo com a resolução, nada vai impedir o consumo. "Complementos são considerados alimentos. E alimentos não são proibidos", diz ela. Mas ela observa que cabe a agência fazer recomendações para garantir que os produtos sejam usados de forma adequada.
Pela regulamentação, empresas devem colocar nos rótulos advertências como a necessidade de
uso do produto sob recomendação de nutricionista ou médico. E, ainda, que o produto não substitui alimentação equilibrada. Também não podem haver expressões que façam referências a hormônios ou queima de gorduras, anabolizantes ou hipertrofia muscular.A consulta pública já terminou. Agora, as sugestões estão em análise pela Anvisa. Uma audiência pública deverá ser marcada para discutir as alterações e, terminada essa etapa, a resolução será publicada.
Fonte: Jornal Gazeta do Sul
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