segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Chocolate reduz pressão sanguínea de pacientes hipertensos


Metanálise publicada no jornal BMC Medicine concluiu que o chocolate amargo e os produtos com cacau têm resultados superiores quando comparado ao placebo para o tratamento da hipertensão.


Este estudo avaliou os resultados de 15 experimentos sobre o efeito da ingestão de produtos com cacau em comparação com placebo sobre a pressão sanguínea de adultos. Todos os trabalhos obedeciam os critérios de inclusão: duração de tratamento ≥ 14 dias e disponibilização da média ou mediana da pressão sistólica (PS) ou pressão diastólica (PD) com desvios-padrão.


Além do grupo de estudo (cacau) e do grupo controle (placebo), os autores também dividiram os participantes em subgrupos. De acordo com a PS no início do estudo os grupos separam-se em: hipertensivos (PS ≥ 140 mmHg) e normotensos (PS <>

A idade de todos os participantes variou entre 18 e 70 anos e o IMC manteve-se na categoria sobrepeso/obesidade em 9 estudos (< n =" 6;" n =" 6;"> 30 kg/m2, n = 3).


"Embora os estudos tenham utilizado diferentes dosagens e nomeado o nutriente ativo do cacau de diferentes maneiras (polifenol, flavonóide, epicatequin

a, e catequina), nós estamos confiantes que eles possam ser comparáveis entre si. As diferentes variáveis (dosagem, duração, idade e IMC) não interferiram nos resultados apresentados", afirmam os autores.

Os resultados encontrados nos estudos analisados revelaram uma redução média significante de -3.2 ± 1.9 mmHg na PS e de -2.0 ± 1.3 mmHg na PD dos indivíduos que receberam cacau em comparação com o grupo controle. Com relação aos subgrupos, a redução da pressão sanguínea só foi significativa nos indivíduos com hipertensão, com média de -5.0 ± 3.0 mmHg. Nos participantes do grupo normotenso não foi observada diferença significativa entre os que consumiram cacau ou placebo (-1.6 ± 2.3 mmHg, p = 0.17). Os resultados referentes à PD foram semelhantes: os participantes do subgrupo com PD pré-hipertensiva apresentaram redução significativa de -2.7 ± 2.2 mmHg, enquanto as normotensas praticamente não manifestaram alterações (-1.3 ± 1.6 mmHg, p = 0.12).


"O efeito redutor modesto, mas significante, do cacau no grupo de pessoas hipertensas é clinicamente relevante uma vez que o declínio de 5 mmHg na PS pode reduzir o risco para doenças cardiovasculares em 20%. Este efeito também é comparável a outras mudanças do estilo de vida, como a prática de atividades físicas moderadas, que pode reduzir a PS em 4 a 9 mmHg", explicam os autores.


A inclusão dos locais dos estudos não foi uma variável avaliada nesta metanálise, mas, segundo os autores, as pesquisas futuras poderiam analisar este dado, uma vez que é possível que as características dos participantes (hábitos alimentares e genética/etnia) contribuam para sua resposta ao tratamento com cacau.


"O consumo regular de produtos ricos em cacau (como o chocolate amargo) pode ter um efeito benéfico sobre a redução da pressão sanguínea em indivíduos hipertensos a curto-prazo. Porém, é questionável se este mesmo consumo seria eficaz a longo-prazo. Os polifenóis, em particular os flavonóides, contidos nos produtos com cacau parecem aumentar a formação de óxido nítrico do endotélio, o que promove a vasodilatação e, consequentemente, pode diminuir a pressão sanguínea", concluem os autores.


Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Brasil Obeso

Poucas frutas e hortaliças, muita carne engordurada e refrigerante todos os dias. O novo cardápio do brasileiro, revelado pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, colocou o país no caminho da OBESIDADE.

A enquete, realizada no ano passado com 54.367 adultos das 26 capitais e do Distrito Federal, mostrou que quase metade da população está acima do peso saudável e 13,9% pode ser considerada obesa. O estudo investigou os hábitos do brasileiro, que, além de consumir poucos ALIMENTOS saudáveis, não costuma praticar atividades físicas. A mistura elevou rapidamente o ponteiro da balança: em apenas três anos, o percentual de indivíduos com sobrepeso aumentou quase 10%, enquanto que o de obesos subiu 22%.


Para o endocrinologista Alfredo Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da OBESIDADE e da Síndrome Metabólica (Abeso), os índices vão crescer ainda mais e se igualarão, em breve, aos dos Estados Unidos, onde um terço da população é obesa. "Essa prevalência vai aumentar devido ao estilo de vida, ao estresse, à falta de sono, ao consumo de GORDURAS TRANS e até por causa do ar-condicionado", diz Halpern, explicando que a falta de variação térmica é um dos fatores que levam ao acúmulo de gordura corporal. Ele destaca, além disso, a influência negativa dos disruptores endócrinos, substâncias artificiais amplamente utilizadas - da agricultura às embalagens plásticas, como copos e filmes de micro-ondas - que promovem depósitos de gordura no organismo. Além disso, o médico acredita que as pessoas estão encarando o excesso de peso com despreocupação. "De repente, virou algo natural. Mas faz mal, mata".

Estilo de vida - A nutricionista Brigitte Olichon, professora de NUTRIÇÃO da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (Fase), de Petrópolis, também associa o aumento de peso da população ao novo estilo de vida do brasileiro. "Temos cada vez maior presença da mulher no mercado de trabalho e longe dos afazeres domésticos, optando pela ALIMENTAÇÃO fácil, pronta e rápida", observa.


A endocrinologista Thalita Bittar, do Departamento de Transtorno Alimentar da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, lembra que, além da facilidade com os ALIMENTOS prontos, a modernidade suprimiu o esforço físico. "Antes, as pessoas precisavam se levantar para mudar o canal da TV, tinham de se movimentar para levantar o vidro do carro. Agora, tudo é automático".


Para Brigitte as pessoas sabem dos riscos, mas não querem abrir mão do que trazem como hábito familiar, ou daquilo que lhes dá prazer, muitas vezes do que pode ser uma demonstração de status social. Ela cita, por exemplo, o consumo excessivo de carne gordurosa, um alimento que, até pouco tempo, não estava acessível para boa parte da população. "Com a melhoria na renda da população mais pobre, um dos primeiros ALIMENTOS que entram no cardápio dessas famílias é a carne, por uma questão emocional e social (status). As pessoas mais jovens associam, também, o consumo de carnes gordas a uma melhoria na saciedade. E não construíram o hábito de comer frutas e hortaliças na infância".


O consumo desse tipo de alimento está em baixa entre os brasileiros. A Vigitel revelou que somente 30% da população tem o hábito de incluir frutas e hortaliças no cardápio cinco ou mais vezes por semana. Para a professora da Fase, o dado é preocupante. "A Organização Mundial de Saúde preconiza consumo de cinco porções diárias (cerca de 400 g) desses ALIMENTOS para diminuir os riscos de doenças crônicas, incluindo aí a OBESIDADE. Os estudos mostram que o baixo consumo de frutas e hortaliças está entre os dez principais fatores de risco associados à ocorrência dessas doenças", alerta.


A nutricionista lembra que, longe de estar bem alimentado, o brasileiro acaba sofrendo com a falta de nutrientes, mesmo acima do peso. "O sobrepeso/OBESIDADE é um excesso na ingestão de macronutrientes, importantes para energia, saúde do sistema nervoso e construção dos tecidos. Mas, muitasvezes, não vem acompanhado de uma ingestão equivalente de micronutrientes, presentes nas frutas e hortaliças. É o que alguns pesquisadores chamam de "fome oculta", deficiência que é silenciosa e leva ao mau funcionamento do organismo, culminando nas doenças crônicas. Uma ALIMENTAÇÃO saudável está equilibrada em três pontos: macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), micronutrientes (vitaminas e minerais) e água".


Fonte: CFN

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Novas pesquisas mostram a importância da vitamina K na coagulação


No frio a tendência é que deixemos as saladas de lado e priorizemos os alimentos quentes. Mas as verduras devem continuar sendo consumidas, porque são ricas em vitamina K, nutriente importante especialmente para pessoas medicadas com anticoagulantes: pacientes que já passaram por algum evento cardiovascular importante, como enfarte, trombose e acidente vascular cerebral (derrame), por exemplo.



Professora da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF), a nutricionista Silvia Custódio estudou a interferência da vitamina K na coagulação sanguínea em sua tese de doutorado, defendida na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 2001. Foi nessa época que ela fez contato com o Laboratório da Vitamina K, um centro especializado em estudos sobre o nutriente que fica na Universidade Tufts, em Boston (EUA).



Após nove anos de novos estudos, Silvia acaba de escrever um artigo ainda inédito que propõe a revisão das propriedades do nutriente. "Já se falou bastante sobre a relação da vitamina K com a coagulação e, agora, a discussão é sobre as novas funções que os pesquisadores têm atribuído a ela. A mais recente linha de pesquisa indica que a vitamina K teria um efeito benéfico para o coração por inibir a calcificação vascular, ou seja, a formação de placas endurecidas nas artérias, que contribuem para o entupimento delas", esclarece.



Segundo a pesquisadora, a vitamina K aparece nos estudos internacionais relacionada ainda à manutenção dos ossos. Isso, segundo ela, pode mudar a indicação de consumo do nutriente feita pelos nutricionistas: 120 mcg (microgramas) por dia para homens adultos e 90 mcg para mulheres. "Esses dados se referem ao equilíbrio da coagulação sanguínea. Estima-se que a ingestão, para garantir a saúde óssea, deva ser até quatro vezes maior", diz.



A vitamina K, explica Silvia, é necessária para ativar uma das principais proteínas dos ossos, a osteocalcina. Já na coagulação, interfere por ter ação anti-hemorrágica, estimulando a coagulação. "É por isso que, em usuários de anticoagulantes, controlar a ingestão de vitamina K é tão importante. O ideal é que o consumo de alimentos ricos nessa substância seja constante, em quantias semelhantes todos os dias, para manter a coagulação equilibrada. É uma preocupação pertinente sobretudo no inverno, quando o consumo de vegetais costuma cair", comenta a nutricionista Viviane Ferrari, que também investigou a vitamina K em sua dissertação de mestrado, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



Conheça alguns alimentos ricos em vitamina K:



ÓLEOS - Os óleos vegetais, à base de canola, soja e milho, também contêm quantidades relevantes de vitamina K, segundo a nutricionista Camila Leonel, da Unifesp. "Para os óleos, é bom ter cuidado com o tipo de embalagem, já que a vitamina K é bastante sensível à luz. O melhor é escolher o óleo que vem em lata e evitar as embalagens transparentes", indica. Outro cuidado é com o armazenamento dos alimentos. "A exposição ao ambiente diminui a ação da vitamina K, já o congelamento e o cozimento não têm tanto impacto", completa.



REPOLHO - 339 mcg a cada 100g do alimento, porção que equivale a uma xícara de chá do vegetal cru e picado



AGRIÃO - 315 mcg de vitamina K a cada 100g de alimento, porção que equivale a um prato de sobremesa cheio



BRÓCOLIS - 179 mcg de vitamina K a cada 100g de alimento, porção que equivale a dois talos médios cozidos



ESPINAFRE - 380 mcg de vitamina K a cada 100g do alimento, porção que equivale a um pires de chá da verdura refogada



SALSA - 548 mcg de vitamina K a cada 100 g, porção que equivale a uma xícara e meia de chá



Fonte: Portal Gaz

terça-feira, 6 de julho de 2010


Reduzir o sal na DIETA é a primeira recomendação que um portador de HIPERTENSÃO recebe do médico. Mas uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com 1.294 hipertensos mostrou que 93% deles não sabem fazer a relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de ALIMENTOS. Pior: 75% nem sequer leem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder seis gramas por dia - uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para cinco gramas.

Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a OBESIDADE e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.


Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em ALIMENTOS salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).


"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da ALIMENTAÇÃO, mas não é a única."


O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal.


Fonte: CFN

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Desnutrição infantil cai 62% em cinco anos


A taxa de crianças desnutridas no Brasil caiu 62% em cinco anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2003 – quando o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional começou a verificar esses índices mais de perto –, as crianças menores de cinco anos com baixo peso representavam 12,5% da população nessa faixa etária. Em 2008, o número caiu para 4,8%.


O déficit de altura por idade também diminuiu: baixou de 20% para 14% no mesmo período. A análise do ministério é feita com base nos usuários atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O monitoramento anual das crianças com até dez anos de idade faz parte da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), que completa uma década este ano. Atualmente, 4,5 milhões são acompanhadas pelo SUS.

Apesar da queda, os dados mostram que a situação ainda é preocupante em algumas regiões. O Norte e o Nordeste apresentam os índices mais altos de desnutrição, mesmo com a queda maior tendo ocorrido em estados das duas regiões.

“Por trás das médias, ainda se escondem realidades especificas.Precisamos trabalhar melhor com as populações mais vulneráveis, que não tinham vínculos com o serviço de saúde. O nosso gargalo ainda é a região Norte. Temos de o sistema às dificuldades de acesso às comunidades e, nos grandes municípios, temos de traçar estratégias diferenciadas como nas áreas que sofrem com a violência”, ressalta Eduardo Augusto Nilson, da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

A região Norte tinha, em 2003, uma taxa acima de 14% de desnutrição infantil e o Nordeste, entre 11% e 14%, variando de acordo com o estado. Em 2008, ambas passaram para a faixa entre 5% e 8%. Quanto à baixa estatura, as taxas caíram de 34,5% para uma faixa entre 18,5% e 26% no Norte. E no Nordeste, de 34,5% para a faixa que varia entre 11% e 18,5%.

Ações O ministério atribui a redução dos índices de desnutrição da população infantil a algumas políticas adotadas em todos os estados. A partir da análise das carências nutricionais feitas pelas equipes de saúde, são distribuídos aos pacientes xaropes e comprimidos de sulfato ferroso, vitamina A e ácido fólico (para as gestantes).

Eduardo defende que a expansão do Programa Saúde da Família foi essencial para melhorar os resultados. As equipes que acompanhavam 31,3% dos habitantes da região Norte (4,2 milhões de pessoas), em 2003, hoje acompanham 50,8%, (7,7 milhões de cidadãos). No Nordeste, a cobertura era de 50,5% em 2003 e passou para 71,6% em 2010. O atendimento saltou de 24,6 milhões para 38 milhões de habitantes nesse período.

“Estamos vivendo uma transição nutricional. Ainda vivenciamos a desnutrição e, ao mesmo tempo, o excesso de peso da população tem aumentado. Isso mostra que precisamos manter as ações e reforçar o combate à obesidade”, afirma.

Fonte: CRN2

terça-feira, 22 de junho de 2010

Plano de Segurança Alimentar e Nutricional deve ser assinado em agosto

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve assinar, em agosto, o decreto que cria o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O anúncio foi feito hoje, 22, pelo secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Crispim Moreira.


“O decreto irá definir papéis dos três entes da federação na gestão dos programas, vai instituir o Plano Nacional de Segurança Alimentar que conterá conjuntos de metas e ações para os diversos ministérios e apontar formas de financiamento dos programas”, afirmou Moreira durante o 1º Colóquio sobre Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil e na América Latina


O representante regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, disse que as legislações sobre segurança alimentar na América Latina e Caribe são muito recentes. “Apenas o Brasil tem leis que não sejam federais”, destacou, salientando a importância de se trabalhar a questão de forma regional.


O resultado do colóquio embasará um documento que será levado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico à 3ª Mesa da Sociedade Civil Brasil e União Europeia que acontecerá em setembro, em Antuérpia, na Bélgica. Pela primeira vez, o tema segurança alimentar será discutido no conselho que reúne representantes da sociedade civil de 25 países europeus.

Fonte: Portal do Gaz

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Intervenção nutricional na infância e adolescência: um passo rumo ao futuro


Em umas conferências do CONBRAN 2010, mais um dado preocupante foi levantado: as doenças não transmissíveis (DNT) matam mais do que as doenças transmissíveis (DT) no Brasil. Isso se deve há diversas questões epidemiológicas e é preciso, para reverter esse quadro, uma mudança radical de hábitos de vida, especialmente através de uma alimentação saudável e da prática permanente de atividades físicas. Hábitos simples podem ajudar a reduzir sensivelmente esse quadro.


Um fator que contribui para o significativo aumento do número de obesos e para o risco das DNT é o fenômeno da globalização. Esse fenômeno interfere diretamente na realidade dos cidadãos, pois, através da constante e intensa troca de informações, a população adquire novos hábitos de forma muito rápida, muito em função da disseminação rápida de hábitos e novas manias. Especificamente nos casos de obesidade infantil, há um estudo que comprova que a origem da obesidade e de hábitos alimentares inadequados, bem como sua manutenção, se deve à influência da família e da televisão na mesma medida. A maior prevalência dos índices de obesidade se dá nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, especialmente nas áreas urbanas.


Para modificar essa realidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou como meta a redução de 2% das taxas até o ano de 2015. Esse compromisso é mundial. E, para que essa redução seja efetivada, estão previstas campanhas que valorizem o uso de alimentos regionais, campanhas para a prática de saúde, incentivo ao consumo de frutas, verduras, e legumes, e a promoção da alimentação saudável nas escolas.


Se estas ações forem ratificadas, as crianças e adolescentes terão seus hábitos criados de forma saudável, evitando doenças como obesidade, hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, AVCs, entre outros. Com esses hábitos consolidados, nem mesmo propagandas poderão desfazer a rotina saudável das crianças. A maior prevalência nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, especialmente nas áreas urbanas.


Outro dado interessante apresentado na conferência diz respeito à diferença nos índices de obesidade nas escolas públicas e privadas. Nas escolas públicas o índice de crianças obesas é de 2%. Já nas escolas privadas, esse índice sobe para 7,5%. A isso, somam-se outras situações que precisam ser revistas: a ingestão de sal, muito alta especialmente na infância e na adolescência; o consumo excessivo de sódio por crianças e adolescentes; a carência no consumo de consumo de cálcio por essa mesma população.


Entre os desafios apresentados, citamos a seguir alguns: conciliar o consumo de produtos naturais e de produtos industrializados; diminuição diminuir o consumo de sal e sódio; incentivar a prática de atividades físicas; criar hábitos alimentares que incluem alimentos naturais e diversificados diariamente.

Fonte: Boletim Informativo CRN2

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Temperar a carne com alecrim pode reduzir seu potencial cancerígeno



Acrescentar alguns temperos, como o alecrim e o açafrão, antes de preparar carnes vermelhas pode ajudar a reduzir os riscos de câncer associados ao consumo desses alimentos, segundo estudo da Universidade do Estado do Kansas, nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, temperos como a cúrcuma têm grande quantidade de antioxidantes que ajudam a prevenir a formação de aminas heterocíclicas - compostos cancerígenos que são produzidos quando as carnes são grelhadas, assadas ou fritas.

Em testes em laboratório, os cientistas observaram que a cúrcuma, o alecrim e um tempero chinês retirado de um tubérculo parecido com o gengibre (fingerroot) reduziam em mais de 40% a produção dessas aminas, reduzindo significativamente os riscos associados ao composto, incluindo de câncer colorretal, de estômago, de pulmão, pancreático, de mama e de próstata. E o maior efeito protetor contra a produção dessa amina foi observado no alecrim.


“As carnes de boi assadas tendem a desenvolver mais HCA (aminas heterocíclicas) do que outros tipos de carnes assadas, como porco e frango”, destacou o pesquisador J. Scott Smith. Entretanto, de acordo com o especialista, se os consumidores usarem temperos como o alecrim no preparo dos bifes, pode inibir de 61% a 79% a ação do composto associado ao câncer, principalmente em altas temperaturas, quando aumenta a produção do HCA.


Os pesquisadores planejam, agora, a realização de mais pesquisas para avaliar quais “marinados” e pós podem também reduzir a produção das aminas heterocíclicas. E outras pesquisas devem ser realizadas para confirmar se as carnes marinadas com ervas e pimentas podem efetivamente ser de menor potencial cancerígeno.


Fonte: Food Safety Consortium. 18 de maio de 2010.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Colesterol e suas frações


As dislipidemias são anormalidades do colesterol total e suas frações.O colesterol total é composto de 3 frações: LDL colesterol (colesterol "ruim", que favorece o depósito de gordura nas artérias), HDL colesterol (colesterol "bom", que evita o depósito de gordura nas artérias) e os triglicerídeos.


Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre as dislipidemias:


1-Nos dias atuais – onde predominam o sedentarismo; alimentação rica e abundante em gordura e açúcar livre; a obesidade; o estresse; e o tabagismo – os estudos têm mostrado que as placas de gordura nas artérias (aterosclerose) começam muito cedo. A estimativa é a de que, aos 20 anos, cerca de 20% das pessoas estarão afetadas de alguma forma. Assim, os eventos finais deste processo, infarto do miocárdio e derrame cerebral, são as maiores causas de mortalidade.


2-O risco de aterosclerose coronariana aumenta, significativamente, em pessoas com níveis de colesterol total e LDL colesterol (colesterol "ruim") acima dos patamares da normalidade. Para o colesterol HDL (colesterol "bom"), a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco.


3-Níveis de colesterol HDL maiores do que 60 mg/dL caracterizam um fator protetor. Já os níveis de triglicérides maiores do que 150 mg/dL elevam o risco de doença aterosclerótica coronariana (obstrução das artérias do coração por placas de gordura).


4-Algumas formas de dislipidemia, como a elevação excessiva dos triglicerídeos, também podem predispor à pancreatite aguda (inflamação aguda do pâncreas).


5-Existem as dislipidemias primárias e as secundárias. As primárias são de causa genética.


6-As dislipidemias secundárias podem ser provenientes de outros quadros patológicos, como o diabetes, hipotireoidismo e insuficiência renal crônica, mas também podem ser originadas por medicamentos: diuréticos, betabloqueadores e corticosteróides.Outras situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes também poderão ocasionar as dislipidemias secundárias.


7-O diagnóstico das dislipidemias é feito, laboratorialmente, medindo-se os níveis plasmáticos de colesterol total, LDL, HDL e triglicérideos.É necessário um jejum de 12 até 14 horas para realizar o exame.


8-A obesidade tem influência significativa no metabolismo das gorduras e deve ser encarada como importante fator na sua interpretação e tratamento.


9-Pessoas com diabetes tipo 2 têm maior prevalência de alterações do metabolismo dos lipídios. Assim, o tratamento da dislipidemia nesses pacientes pode reduzir a incidência de eventos coronários fatais, entre outras manifetações de morbimortalidade cardiovascular.Em geral, todo diabético deve tomar uma medicação para combater o colesterol, chamada de vastatina.


10-Uma dieta hipocalórica, pobre em gorduras saturadas e colesterol, é fundamental para o tratamento da dislipidemia. A atividade física moderada, realizada durante 30 minutos, pelo menos quatro vezes por semana, auxilia na perda de peso e na redução dos níveis de colesterol e triglicérides. Mesmo assim, em grande parte dos casos, será necessário a administração de medicamentos.


Fonte: SBEM-Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Multimistura

O CFN divulgou hoje, em seu site, um parecer sobre a Multimistura. Segundo o órgão, a multimistura não recupera significativamente o estado nutricional de crianças desnutridas.

Para acessar o documento na íntegra, acesse o link: www.cfn.org.br/novosite/arquivos/Nota_Tecnica_Multimistura.pdf