quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Direito humano à alimentação

O Congresso Nacional promulgou em 4 de fevereiro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 047 de 2003, também chamada de PEC da Alimentação. Por se tratar de emenda à Constituição a matéria não necessita de sanção presidencial e, portanto, o direito humano à alimentação está na carta magna, complementando os demais direitos sociais.


"A partir de agora, o Estado é responsável pela alimentação do povo. Esta medida traz mais confiança na luta contra a fome, já que políticas públicas voltadas para esta causa se tornam mais freqüentes a partir deste ponto", destaca a presidente do Conselho Federal de Nutricionistas, Rosane Nascimento.


O direito humano à alimentação está expresso nos artigo 6º da Constituição Federal, que já prevê a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a assistência aos desamparados. O novo texto, publicado no Diário Oficial da União de 5 de fevereiro ficou com a seguinte redação:


"Art. 6º - São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma da constituição."

Fonte: CFN

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Gordinho aos 20? Cuidado com as próximas décadas...


Se você está acima do peso comece a se cuidar. E se você acha que porque é jovem não ha necessidade disso, comece a repensar tudo.


Indivíduos obesos e diabéticos aos 20 anos correm sério risco de enfartar ou terem um derrame se não forem realizadas mudanças de estilo de vida. Se você é homem e sua pressão está acima de 136/88 o risco é maior ainda.


A circunferência da cintura aumentada em apenas 5cm acima do esperado eleva a mortalidade em 17% para homens e 13% para mulheres. Juntos com o aumento da pressão arterial e da gordura abdominal geralmente observa-se níveis de triglicerídeos plasmáticos acima de 150mg/dL, colesterol HDL diminuído e resistência à insulina. A soma de todas estas condições é uma fórmula bombástica.


Por isto, reduzir o peso é a primeira medida a ser tomada. A redução de 2,3 a 5 kg já trás benefícios enormes como aumento da disposição e diminuição da pressão sanguínea. Cortar o açúcar presente nos doces, na farinha refinada e nos seus derivados, assim como o xarope de milho (presente principalmente nos refrigerantes) é muito importante neste processo já que os mesmos enganam o organismo deixando-o sempre faminto. Além disso, o xarope de milho
promove a obesidade abdominal.


Não esqueça de juntamente às alterações dietética consultar seu médico para um checkup que o possibilite iniciar uma atividade física com segurança.

Fonte: Blog Dicas da Nutricionista

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Shakes usados para emagrecer podem fazer mal


Fórmulas à base de shakes, usadas em substituição a refeições visando ao emagrecimento, podem fazer mal à saúde, quando consumidas sem orientação de NUTRICIONISTAS.



Estudo da Pro Teste (http://www.proteste.org.br/), da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, com cinco marcas, constatou que os shakes apresentam desequilíbrio nutricional. Eles têm excesso de proteínas e carboidratos, porém quase nenhuma gordura, nutriente essencial para a absorção de vitaminas.



Na pesquisa, coordenada pela NUTRICIONISTA Manuela Dias, foram analisadas as qualidades nutricionais de cinco produtos: Bio Slim, DIET Shake, DIET Way, Herbalife e In Natura.



Ela concluiu que o teor calórico dos shakes é muito baixo, de 190kcal, o Herbalife, a 230kcal, o DietShake; já incluindo a mistura ao leite. Isso significa que esses shakes não fornecem combustível suficiente para o corpo. - Um adulto precisa, em média, de 2 mil kcal/dia. Mesmo tomando dois copos desses shakes a pessoa não atinge nem a metade de suas necessidades diárias - alerta.



Produtos têm legislação específica e seguem normas Os produtos seguem legislação específica e estão dentro das normas, mas não são balanceados, saudáveis. Por exemplo, os shakes fornecem, em média, 32% de proteína. Para a Pro Teste, o ideal é que as proteínas não ultrapassassem 10% a 15% do valor energético. Proteínas em excesso causam danos ao fígado e aos rins, além de perda de minerais, como cálcio.



A DIETA saudável deve ter ainda de 50% a 60% de carboidratos, 20% a 25% de gorduras: - Quem consome esses produtos deve consultar um NUTRICIONISTA para saber se não está com deficiência nutricional. Há risco, entre outros problemas, de perda de massa muscular e queda de cabelo.



Outro problema é a falta de gordura nos shakes. O nosso corpo precisa dos lipídios para absorver algumas vitaminas e sintetizar hormônios. Com relação às fibras para substituir uma refeição, eles deveriam ter cerca de 10g por porção. Nenhuma das marcas atinge este valor.



O DIET Shake e o Herbalife não têm data de fabricação, e o último não diz a validade depois de aberto.



Fonte: CFN

Obesos


Quase 1,5 bilhão de pessoas serão obesas em 2015, alerta OMS.



Cerca de 1,5 bilhão de pessoas sofrerão com a OBESIDADE em 2015 se não mudarem o estilo de vida e hábitos alimentares pouco saudáveis, diz uma pesquisa publicada nesta segunda-feira, 1, no boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS).



Segundo o estudo, quase 400 mil cidadãos dos Estados Unidos falecerão devido a doenças coronárias em 2010, fazendo com que os efeitos dos avanços em medicina cardiovascular fiquem "estagnados" enquanto as pessoas continuarem engordando.



Para Simon Capewell, um dos autores do estudo, a metade das mortes previstas poderia ser evitada se as pessoas comessem de forma mais saudável e deixassem de fumar.



Desde os anos 70, as taxas de falecimentos por este tipo de doença caiu pela metade graças a reduções no consumo de colesterol e de tabaco, além do aumento da atividade física, lembrou o relatório.



No entanto, desde os anos 90, estas conquistas perderam força devido ao "dramático" crescimento no número de pessoas obesas e com diabetes.


Fonte: CRN2

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sibutramina


A realização de estudo sobre sibutramina, concluído ao final de 2009, demonstrou um aumento em 16% do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com sibutramina, tais como infarto do miocárdio, derrame, parada cardíaca com ressuscitação, comparados aos pacientes tratados com placebo. Denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), o estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo foi realizado por um período de 6 anos em aproximadamente 10.000 pacientes com obesidade associada a doenças cardiovasculares e pacientes com diabetes do tipo 2, com sobrepeso ou obesidade, e associada a fatores de risco de doenças cardiovasculares.


O estudo confirma, com maior abrangência no número de pacientes, o que já se encontra advertido em bula sobre aumento no risco do desenvolvimento de eventos cardio e cerebrovasculares com o uso da sibutramina em pacientes com o perfil semelhante ao dos pacientes incluídos no estudo.


Esta análise é suficiente para que a Anvisa tome a seguinte medida imediata:

Contra-indicar o uso de medicamentos contendo sibutramina para os pacientes com perfil semelhante aos incluídos no estudo em questão, ou seja:

a) Pacientes que apresentem obesidade associada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;

b) Pacientes que apresentem Diabetes Mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e associada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares;


Já se iniciou uma avaliação pormenorizada do estudo em questão, agregada de outros fatores relativos ao uso da sibutramina, no sentido de elucidar os níveis de segurança do medicamento em pacientes com perfis distintos dos ora estudados. Esta avaliação poderá levar a Anvisa a determinar outras medidas restritivas ao uso da sibutramina.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Câncer colorretal


Um estudo norte-americano publicado na revista Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention apontou que o câncer colorretal teve crescimento mundial que varia de 11% a 92%, no período de 1983 a 2002. Segundo os pesquisadores, o aumento da incidência pode ser atribuído a um maior consumo de carne vermelha em detrimento de frutas, verduras e cereais.

A pesquisa avaliou dados de pacientes em 51 países. Em 27 deles, distribuídos nos cinco continentes, foi constatado o aumento desse tipo de câncer. Em todo o mundo, foi o terceiro tumor mais frequente entre mulheres e o quarto entre homens. No Brasil, ocupa o terceiro lugar entre as mulheres e o quarto entre os homens, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em números absolutos, a mortalidade por esse tipo de câncer no País também deu um grande salto na última década. Entre homens, passou de 2.843 (em 1996) para 5.142 (em 2006), um aumento de 81%. Entre mulheres, o aumento foi de 69% (de 3.352 para 5.679).

O câncer colorretal, quando detectado em seu estágio inicial, possui grandes chances de cura. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes e, se o resultado for positivo, devem realizar colonoscopia. Indivíduos com histórico pessoal ou familiar de câncer de cólon e reto, portadores de doença inflamatória do cólon (retocolite ulcerativa e doença de Chrohn) e de algumas condições hereditárias (FAP e HNPCC) devem procurar orientação médica. Uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras e cálcio ajuda a prevenir sua incidência.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mangaba contra a hipertensão


O Jornal Nacional mostrou uma matéria interessante sobre os últimos estudos envolvendo esta fruta indígena.


Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais estão animados com os primeiros testes com plantas para tratamento da hipertensão. A mangabeira, na dose certa, se mostrou muito mais eficaz que o remédio mais vendido contra a pressão alta.


Os pesquisadores fizeram um extrato da folha, dissolveram em água e serviram a camundongos hipertensos.


As análises mostraram que o chá da mangabeira tem três princípios ativos. Juntos, eles são até dez vezes mais potentes do que o captopril, usado no tratamento da pressão alta.


O chá ainda tem uma qualidade extra: além de inibir a produção de substâncias que causam a hipertensão, ele também é vasodilatador. Nos animais, a pressão arterial baixou e ficou controlada.


A especialista em plantas medicinais, Maria das Graças Lins Brandão, professora da UFMG, alerta que não se deve trocar medicamentos por chá sem autorização médica.


“O perigo é de fazer o remédio de forma inadequada, extrair uma quantidade grande de princípio ativo, usar uma dose excessiva e fazer até mal ou não fazer o efeito adequado”.


Os testes em humanos devem começar neste ano. A pesquisa também investiga os poderes da raiz do olho-de-boi contra a pressão alta.

Fonte: Blog Converse com a Nutricionista

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Benefícios da laranja


Qualquer que seja o sabor, a laranja média tem cerca de cinquenta calorias, mas para aproveitar todos os nutrientes depende muito de como a fruta é consumida. Quem joga fora o bagaço perde umas das grandes propriedades da laranja. É nele que está concentrada a maior parte de fibras da fruta.


“Nós nunca devíamos chupar, nós devíamos comer a laranja, porque a parte branca consiste de pectina e a pectina exerce diversas funções no organismo. Por exemplo, na boca ela insere-se nos sulcos gengivais e previne contra cárie dentária. No estômago, ela aumenta o volume do alimento então dá uma saciedade. No intestino grosso esta pectina é fermentada e produz uma substância que previne contra câncer do intestino grosso. Para quem tem o intestino preso tambem é muito importante”, explica o nutrólogo, Hênio Cardilo.


O suco tem potássio que ajuda a controlar pressão, betacaroteno, um renovador celular, e vitamina C que facilita a absorção do ferro, de alimentos como feijão. O consumo da vitamina C também faz bem para a pele.


“A vitamina C atua na formação do colágeno, então pode ser considerado um rejuvenescedor. Ela clareia a pele exatamente por interferir na formação de melanina. Ela é um antioxidante então ela previne o envelhecimento celular não só no organismo como um todo, mas na pele também”, fala Ana Cláudia de Brito Soares, dermatologista.

Você pode potencializar os efeitos antioxidantes da vitamina C associando a alimentos que tenham vitamina E, A e selênio que também tem antioxidantes. Quem explica é a chefe e nutricionista Andrezza Eufrásio.


Então você pode fazer uma salada de grão de bico que tem muita vitamina E, laranja, e castanha que tem selênio e fica perfeito.



- Qual é a melhor forma de descascar a laranja? Com uma casca bem fininha.


- Qual a melhor faca? Faca inox. Se a faca for de ferro: o ferro em contato com o ácido da fruta, pode oxidá-la mais rapidamente.


Só em cortar a fruta já se perde vitamina C. Uma laranja média, por exemplo, tem 33 miligrama de vitamina C logo após ser espremida. A boa notícia é que uma pesquisa da Embrapa já comprovou que ela não se perde tão rapidamente como se pensava nos sucos.



Em temperatura ambiente caiu para vinte e oito miligramas duas horas depois e vinte e cinco miligramas. Quatro horas depois, então um suco ainda vai ter 76% da vitamina C quatro horas depois.


Se você guardar na geladeira esta perda vai ser bem menor.



O melhor é botar em recipientes escuros, nunca transparentes porque a luz também oxida a vitamina C. O oxigênio também tem o mesmo efeito por isto encha até a borda, tampe, ou coloque papel filme.


- E qual a quantidade ideal? A Organização Mundial de Saúde recomenda noventa miligramas para homens e setenta e cinco para mulheres diariamente. Então duas laranjas no mínimo.


Fonte: Jornal Hoje

sábado, 16 de janeiro de 2010

Estudo revela carências e excessos de nutrientes na alimentação de crianças em fase pré-escolar


Recentemente divulgados, os resultados do Estudo Nutri-Brasil Infância revelam carências e excessos de nutrientes na população infantil brasileira. O estudo, fruto da parceria entre 12 instituições de ensino e pesquisa do país, a Danone Research e coordenada pelo pediatra e nutrólogo dr. Mauro Fisberg, professor-associado do Departamento de Pediatria da Unifesp e coordenador da Força-tarefa do Estilo de Vida Saudável da ILSI Brasil, avaliou 3.111 crianças em fase pré-escolar (2 a 6 anos) durante oito meses, em escolas e creches das redes públicas e privadas.


Foi identificado um perfil semelhante nos nove estados pesquisados (Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul): falta de cálcio e dieta rica em carboidratos e proteínas, mas muito pobre em frutas, verduras e legumes, entre outros problemas nutricionais.


“Dos resultados, o que é urgente e que está preocupando mais as organizações tanto governamentais como não-governamentais é a necessidade do aumento de alimentos específicos – frutas, verduras, legumes e derivados lácteos, que são essenciais. Mas é uma mudança que deve acontecer desde a educação familiar até o currículo escolar”, afirma o dr. Fisberg.


O Nutri-Brasil Infância constatou que 57% das crianças de 4 a 6 anos não ingerem a quantidade diária recomendada de cálcio, mineral fundamental na infância, justamente na época em que ocorrem as grandes mudanças físicas do indivíduo - crescimento ósseo longitudinal e modificações no tamanho e no formato do esqueleto.


Outro ponto destacado pelo dr. Fisberg foi o elevado consumo de colesterol e gordura trans em casa, local em que as refeições têm uma quantidade de fibras, vitaminas A, C, K, folato, ferro, cobre e magnésio ainda menor que nas escolas. “Percebemos que muitos comem a mesma quantidade em casa, mas num espaço de tempo menor. Já na escola, a alimentação é avaliada, medida e tem algum tipo de orientação”, explica o dr. Fisberg.


O Estudo Nutri-Brasil Infância mostra ainda que as crianças brasileiras estão consumindo três vezes mais a quantidade de sódio diária recomendada, o que, futuramente, pode levar a distúrbios cardiovasculares, como hipertensão. De acordo com o dr. Fisberg, esse resultado se deve principalmente à tendência brasileira de preparar os alimentos básicos, como arroz e feijão, com uma enorme quantidade de sal, além de adicioná-lo também aos alimentos depois de prontos.


Do ponto de vista da avaliação antropométrica, observou-se o excesso de peso em 27,4% das crianças menores de 5 anos. Os índices maiores foram encontrados nas escolas privadas, onde a taxa alcança 33,6%, enquanto nas públicas é de 25,8%.


A baixa estatura para a idade, encontrada em 5% das crianças, também chamou a atenção dos especialistas. Os piores números apareceram nas creches públicas, onde o índice de estatura abaixo de dois desvios padrão da curva da Organização Mundial de Saúde chega a 6,25%, enquanto nas privadas é de 3,83%.


“A alimentação nessa fase é essencial porque cria o hábito. E nesse período, podem surgir as doenças crônicas, como anemia ou fome oculta, além de sobrepeso e obesidade, que podem levar, no futuro, ao desenvolvimento de doenças.”

Fonte: Nutritotal

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lanche das crianças


Quando se aproxima a hora do recreio é difícil conter os alunos na sala de aula. Além de uma pausa para se distrair, as crianças esperam ansiosas o momento em que poderão provar as delícias da cantina ou as preparadas em casa. Enquanto alguns pais fazem questão de rechear a lancheira dos filhos, outros não têm tempo para organizar a rotina alimentar das crianças e apostam no bom senso dos pequenos para fazer as escolhas corretas na escola. Desde 2002, quando entrou em vigor a lei 6.848 - a lei das cantinas - os responsáveis puderam respirar mais aliviados, pois foram determinadas regras rígidas sobre o tipo de alimento que pode ser vendido nas lanchonetes.


A regra é não servir salgados fritos, gordurosos, refrigerantes e outras guloseimas classificadas como prejudiciais à saúde. Infelizmente, a lei não vem sendo totalmente cumprida e, muitas vezes, a pedido dos próprios alunos. Em uma escola particular da Asa Sul, pais e filhos fizeram reivindicações depois que a equipe de nutrição proibiu a venda de alguns alimentos. "Eles nos pediram para servir refrigerante e mais algumas coisas. Não liberamos tudo, mas a bebida industrial não teve jeito de barrar", lamenta Luiza Zanatta, nutricionista do colégio.


Pelo fato das novas regras terem sido implantadas há pouco tempo, em algumas instituições, o lanche saudável encontra resistência para se firmar e os profissionais responsáveis por conduzir o processo enfrentam dificuldades para reeducar os hábitos alimentares de crianças e jovens. Há dois anos trabalhando na mesma escola da colega Luiza, Sabrina Lima conta que foi complicado vetar os produtos favoritos dos estudantes. "Eles gostam de frituras, doces, refrigerantes. Quando chegamos aqui, a alimentação era muito diferente do que é hoje", compara.


Durante o recreio é mais fácil ver meninas e meninos comendo salgadinhos. Algumas optam pelo suco, mas normalmente não dispensam o salgado. É o caso da pequena Ana Luiza dos Santos, 8. Diariamente, ela recebe R$ 5 para comprar algo na cantina. "Acho mais gostoso e posso comprar o que quiser. Geralmente é um salgado assado e um suco, porque minha mãe briga se eu comprar refrigerante e muito chocolate", conta.


Mas nem todos os pais conseguem influenciar as escolhas dos filhos. Para certificar-se de que as crianças vão se alimentar de maneira correta, preparar o lanche ainda é a melhor escolha. Apesar de ser recomendada, a medida requer alguns cuidados para não se transformar em uma alternativa perigosa. "É preciso manipular os alimentos com mãos limpas e em lugares próprios. Se o alimento ficar exposto a forte calor pode causar uma infecção", observa. Os sucos naturais, por exemplo, podem perder os nutrientes em duas horas.

De olho nas recomendações, a analista de recursos humanos Lorena Barros não abre mão de cuidar da alimentação dos filhos, Luiz Fernando, 4, e Isabela, 3. "Prefiro mandar os lanches porque sei como vão se alimentar. Na escola, a gente não sabe o que a cantina tem para oferecer e não dá para controlar o que eles compram." Para os pais e mães como Lorena, os médicos aconselham a escolha de frutas que possam ficar fora da geladeira, como goiaba, maça ou pêra.


Os pais também precisam ficar atentos às necessidades calóricas de cada idade. De 7 a dez anos, por exemplo, as crianças precisam de nutrientes que estimulem o crescimento e o desenvolvimento. Já os adolescentes, que passam por transformações físicas e hormonais, devem fazer refeições ricas em cálcio, magnésio e fósforo, que contribuem com o processo de mineralização dos ossos.


Comer, comer

A pedido do Volta às Aulas, a nutricionista Marcela Gomes elaborou um cardápio semanal para estudantes de diferentes idades. Segundo ela, os lanches devem ser acondicionados em recipientes verdadeiramente térmicos e é preciso muito cuidado ao enviar alimentos perecíveis como queijo, leite e iogurte, uma vez que eles estragam mais facilmente em temperatura ambiente. Oferecer diariamente frutas para criar o hábito de consumir alimentos saudáveis é outra recomendação. Confira as sugestões.

2ª feira
iogurte
1 bisnaguinha com requeijão
1 maça

3ª feira
1 caixinha de suco concentrado
1 sanduíche (2 fatias de pão de forma) com queijo branco
1 pêra

4ª feira
1 garrafinha de leite fermentado
1 minibolo
1 goiaba

5ª feira
1 caixinha de suco concentrado
3 bolachas sem recheio
1 queijo processado

6ª feira
1 caixinha de achocolatado
1 bisnaguinha com peito de peru
1 banana

8 - 9 anos

2ª feira
1 iogurte
1 pedaço de bolo de cenoura
1 pêra

3ª feira
1 caixinha de suco concentrado
1 sanduíche (2 fatias de pão de forma) com queijo branco
1 tangerina

4ª feira
1 garrafinha de leite fermentado
2 bisnaguinhas com geléia
1 banana

5ª feira
1 caixinha de suco concentrado
6 bolachas sem recheio
1 queijo processado

6ª feira
1 caixinha de achocolatado
4 mini-pães de queijo
1 goiaba

A partir de 15 anos

2ª feira
1 iogurte
1 pedaço de torta salgada
1 maça

3ª feira
1 caixinha de suco concentrado
1 sanduíche (2 fatias de pão de forma) com queijo branco
1 banana

4ª feira
1 garrafinha de leite fermentado
1 rosca de coco
1 pera

5ª feira
1 caixinha de suco concentrado
1 bisnaguinha com pasta de ricota
1 ameixa

6ª feira
1 caixinha de achocolatado
6 mini-pães de queijo
1 goiaba


Fonte: CFN