quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dieta Anticâncer

Os alimentos descritos aqui não são milagrosos. Mas tem ação anticancerígena, e entre as pessoas habituadas a devorar vegetais os casos de câncer são mais raros.

Abaixo, os tipos de câncer e os alimentos que podem preveni-los:

-Câncer de próstata: a abóbora e a cenoura são famosas pela concentração de betac
aroteno. Essa substância protege contra a ação dos radicais livres. Ajuda a restaurar o DNA de células danificadas por agentes químicos, físicos ou biológicos. Quando o dano no material genético de nossas células acontece, abre-se o caminho para a reprodução desenfreada de exemplares defeituosos, o que caracteriza o câncer. O betacaroteno possivelmente age positivamente contra muitos tipos de tumor, mas alguns trabalhos apontam maiores benefícios para a próstata. O tomate, o feijão, a lentilha, a ervilha, as uvas vermelhas, as amoras e a soja também reforçam as defesas dos homens contra esse câncer.

- Câncer colorretal: Consumindo verduras crucíferas, como a couve-manteiga, couve-flor, repolho e brócolis, é possível reduzir um câncer colorretal já existente. O componente responsável seria o sulforafane. Pesquisa aponta redução de 40% no risco da doença entre aqueles que não deixavam faltar no prato, uma vez ao dia, pelo menos uma dessas crucíferas. O sulforafane parece ter seu efeito potencializado quando se aumenta o teor de fibras no cardápio, quando comemos outras folhas, como rúcula e espinafre, e comemos uma laranja como sobremesa.

- Câncer de mama: as fibras, presentes na melancia, são poderosas contra este tumor. Uma das explicações é que elas passam mais lentamente pelo aparelho digestório, aumentando a saciedade e diminuindo a vontade de ingerir açúcares e gorduras, diminuindo o risco de excesso de peso. O excesso de peso tem ligação com o aparecimento da doença nas glândulas mamárias, sobretudo em mulheres que já passaram pela menopausa. Quando há muita gordura, o corpo possui matéria-prima à vontade para fabricar hormônios que alimentam o tumor. O consumo regular de licopeno, que colore os vegetais de vermelho, como a melancia, está associado à baixa incidência deste câncer. Os polifenóis estão ligados a proteção das mamas, por isso as mulheres devem consumir toda semana suas fontes - uvas vermelhas, cereja, amora, morango, vinho tinto... As isoflavonas, presentes na soja também atuam pra valer contra esse tumor.

-Câncer de colo uterino: O licopeno do tomate e as vitaminas A e E oferece proteção contra este tumor. Verificou-se que as mulheres que estavam doentes tinham níveis mais baixos desta substância no sangue. As mulheres que moram na região Mediterrânea apresentam menos casos da doença, pois consomem mais vegetais e mais peixes.


- Câncer de estômago: o iogurte possui bactérias que, dentro do sistema digestivo, combatem
micro-organismos nocivos, causadores de lesões capazes de alterar a mucosa e favorecer muitas encrencas, entre elas os tumores. A Lactobacillus acidophilus e a Bifidobacterium lactis, reduzem o risco do câncer gástrico. Essas duas bactérias conseguem manter controlado o Helicobacter pylori, micróbio envolvido com o aparecimento de úlceras que podem gerar um câncer. Para manter as células imunológicas do estômago em ordem, vale saborear cenoura, manga, mamão, laranja, limão, germe de trigo, alho e cebola.



- Câncer de pulmão: o alfatocoferol (forma natural da vitamina E) presente no abacate, inibe o crescimento de tumores nesse órgão. Também vale caprichar nas fontes de betacaroteno, vitaminas C e E e selênio. Esses nutrientes reunidos protegem os pulmões, e estão presentes no chá verde, peixes, maçã, laranja, brócolis, goiaba, tomate e castanha-do-pará.

Agora, saiba quais alimentos devem ser evitados, pois aumentam as chances de câncer:

-Bebida alcoólica: o álcool está associado ao câncer de boca, esôfago, fígado, reto e possivelmente ao de mama. No aparelho digestivo, a agressão se dá por meio do contato direto com as mucosas. O excesso de bebida alcoólica danifica o DNA, aumentando as chances de surgirem células malignas.


- Sal em excesso: ele faz o organismo reter mais água do que deveria, contribuindo para o aumento da pressão arterial. E ainda irrita a mucosa do aparelho digestivo, provocando lesões capazes de evoluir para um câncer. Além de retirar o saleiro da mesa, deve-se cuidar com os alimentos industrializados, como molhos, condimentos, macarrões instantâneos e comida pronta em geral.


- Embutidos: salsicha, salame, presunto e mortadela. São produzidos com carne vermelha geralmente muito gorda, e levam na fórmula aditivos químicos chamados nitratos, que, no estômago, podem se transformar em nitritos. Estes se convertem em nitrosaminas, agentes cancerígenos, perigosos sobretudo para o estômago e esôfago. Até as carnes brancas perdem suas propriedades nutricionais quando transformadas em embutidos.

-Carnes vermelhas: elas deveriam ser limitadas a duas porções semanais, e nos outros dias deveriam ser consumidos peixes e aves. O problema é a gordura saturada, ingrediente cancerígeno. Sua ingestão excessiva é associada ao aparecimento de câncer colorretal. Quando a carne é esturricada na grelha ou na frigideira, o risco aumenta. Ocorre uma reação química que libera substâncias cancerígenas bem naquela casquinha escura e crocante.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mãe alimenta trigêmeos de oito meses com fast food


Leanne Salt, 24 anos - e 190,5kg - admitiu que a "dieta" de seus bebês trigêmeos, de oito meses, inclui fast food (lanches do McDonald's, batata e peixe fritos). A inglesa diz que não tem tempo para preparar refeições adequadas para os filhos ou fazer o trabalho de casa.


- Eles tinham seis meses quando comeram no McDonald’s pela primeira vez. Eles comeram nuggets, batatas e adoraram - conta mulher.


Segundo o Ministério da Saúde, até essa idade (os seis meses) a criança pode deixar de tomar somente leite materno, para consumir também alimentos complementares, como frutas, legumes, tubérculos e carne. Os bebês de Leanne consomem em média 1.250 calorias por dia, ou quase o dobro do recomendado para sua idade. Ainda assim, estão dentro do peso considerado ideal para sua idade.


- As crianças estão sempre com fome. Às vezes é mais fácil dar comida pronta para eles - explica a mamãe, conforme o G1.


A mãe já fez história ao se tornar a progenitora mais pesada de trigêmeos. No final da gravidez, ela estava com 254kg. Por conta do peso da mãe, foi necessária uma equipe com 68 pessoas e despesas de 200 mil libras (cerca de R$ 650 mil) pagas pelo Serviço Nacional de Saúde para realizar o parto – o valor incluiu uma mesa especial para a mulher ficar durante a cesárea.


Os bebês - Deanna, Daisy e Finlee - nasceram prematuros. Atualmente, Leanne mora em Coventry e recebe benefícios do governo (227 libras, ou cerca de R$ 740 por semana).


- Meus bebês são saudáveis - garante.


Geralmente, os bebês tomam uma mamadeira de leite às 5h30min e outra às 8h, quando também comem um bolinho com manteiga de café da manhã. O cardápio do almoço é torrada com ovo, purê de batata pronto com espaguete ou papinha de bebê, seguido por um pacote de salgadinho de queijo no início da tarde. Por volta das 16h, as crianças comem lasanha ou torta de microondas e tomam uma mamadeira de leite antes de dormir.


Só tenho uma coisa a dizer com isso: "Coitadas destas crianças!!!"

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Anvisa faz alerta sobre alimentos contaminados


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou no dia 15 de abril, um alerta sobre a contaminação de agrotóxicos nos alimentos vendidos nos supermercados. Por meio de um estudo, foram avaliadas 17 culturas entre frutas, verduras e legumes. Das 1.173 amostras coletadas, 15,29% estavam irregulares quanto aos resíduos de agrotóxicos.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aproveitou sua participação no lançamento da sétima edição do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) para destacar o alerta dado pelo governo, profissionais de saúde pública e entidades médicas para a sociedade sobre a necessidade de mudança do padrão alimentar. Segundo Temporão, comer menos gordura e aumentar a quantidade de frutas, legumes e verduras são importantes desde que os alimentos sejam seguros para o consumo.


Ingredientes proibidos

Os resultados insatisfatórios referem-se tanto à quantidade de resíduos, que excedem os limites máximos estabelecidos em legislação, ou à presença de agrotóxicos não autorizados para aquele alimento.

Entre 2002 e 2006, foram proibidos os ingredientes ativos benomil, heptacloro, monocrotofós, lindano e pentaclorofenol. Outros, como captana, folpete, carbendazim, clorpirifós e metamidofós, tiveram restrição de uso.

Durante o ano de 2008, o trabalho de reavaliação de agrotóxicos utilizados no país foi marcado por longa batalha judicial. Foi necessário derrubar liminares favoráveis às empresas, que impediam a avaliação de seus produtos. Só assim a Anvisa pode dar continuidade ao seu trabalho.


Os campeões de irregularidades

O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades, presentes em 64% das amostras analisadas. Depois dele vêm morango, cenoura e uva, com índices de irregularidades superiores a 30%.

A boa notícia trazida pelo estudo foi que as irregularidades encontradas foram menores que aquelas verificadas no estudo anterior. O tomate, por exemplo, baixou de 44,72% para 18,27%, entre 2007 e 2008, enquanto que a batata caiu de 22% para 2%, no mesmo período. A banana foi de 6,53% para 1,03%.

Outros itens como arroz, feijão, manga, batata, banana, cebola e maçã, não tiveram irregularidades em mais de 4,5% da mostra.


Prevenção

Para prevenir a ingestão excessiva de agrotóxicos, deve-se lavar muito bem, em água limpa e corrente, frutas, verduras e legumes, e deixá-los de molho em uma solução de hipoclorito de sódio. A lavagem deve então ser repetida.

Outra dica é dar preferência a produtos de época, que geralmente contêm menos resíduos de agrotóxicos, assim como os certificados, tais como orgânicos e com indicação de origem, que são alternativas mais seguras.


Outros resultados

Confira a tabela de índices encontrados em cada um dos grupos de alimentos avaliados, bem como o comparativo entre as análises feitas desde 2002. No caso do abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva, não houve avaliação nos anos anteriores.

Os resultados referem-se aos estados do Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.


Fonte: Agência Saúde

Fonte da notícia: Nutritotal

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Triagem do estado nutricional é fundamental em pacientes com câncer


A perda de peso (PP) e o aumento do risco nutricional (RN) são frequentes nos pacientes oncológicos, principalmente em certos tipos de câncer.


Discutiu-se o impacto que a desnutrição exerce sobre os pacientes oncológicos, e surgiu a idéia de se criar um protocolo para a avaliação do estado nutricional destes pacientes, com os seguintes objetivos: definir prevalência, índice de desnutrição e RN para a realização de uma intervenção nutricional; e também investigar a relação entre paciente e tumor com a PP e os RNs.


O estudo envolveu mil pacientes oncológicos que se apresentaram nos ambulatórios de diferentes hospitais, universidades ou instituições científicas para receber o diagnóstico, terapia ou continuidade de tratamento.


O protocolo foi lançado de 2004 até 2007 e consistia na coleta dos seguintes dados dos pacientes: idade, gênero, história e tipo do tumor, tipo de tratamento e dados nutricionais (porcentagem de PP e índice de massa corporal - IMC). Os sintomas eram classificados como fadiga, anorexia, náusea/vômito, saciedade precoce, disgeusia/disosmia, odinofagia/disfagia e diarréia/constipação. Por fim, os riscos de complicações relativas à desnutrição eram avaliados através do sistema de triagem de risco nutricional (Nutritional Risc Screening), aprovado pela Sociedade Européia de Nutrição Parenteral e Enteral (European Society for Parenteral and Enteral Nutrition – ESPEN).


O protocolo funcionava da seguinte maneira: se, inicialmente, o paciente apresentasse um IMC <>2, PP nos últimos 3 meses, diminuição da ingestão alimentar na última semana ou se estivessem gravemente doentes, o mesmo passava para a triagem de RN, onde os sintomas descritos anteriormente eram quantificados.


Ao final do processo, o paciente recebia uma nota final que variou de 0 a 7, onde 0 = sem risco; 1-2 = risco baixo; 3-4 = risco médio e > 5 = risco alto. Para os pacientes com mais de 70 anos, um ponto extra era adicionado ao final da soma. “Para uma pontuação ≥ 3 já vale a pena requerer uma avaliação nutricional mais profunda, para a realização de uma melhor intervenção nutricional”, dizem os autores.


Os pacientes avaliados possuíam tumores sólidos e tinham em média 64 anos, sendo a proporção de mulheres oito vezes maior que a de homens. A média de IMC encontrada foi igual a 23,3 Kg/m2. Uma perda significativa de peso (≥ 10 %) e um RN com pontuação ≥ 3 foram observados em 39,7 % e 33,8 % dos pacientes, respectivamente.


A PP foi maior nos pacientes que possuíam tumores em estágios mais avançados na região do trato gastrointestinal alto. Já os maiores RNs foram encontrados nos pacientes com câncer esofágico e pancreático. A anorexia apresentou relação direta com a PP, embora pacientes com perdas inferiores a 10% do peso corporal não fossem anoréticos. “A frequência de respostas positivas para as perguntas referentes ao estado nutricional (IMC <>2, perda de peso nos últimos 3 meses e redução da ingestão dietética na última semana) constaram em 34%, 90% e 60%, respectivamente. Isto vale como um alerta aos profissionais de saúde que atuam nessa área para não somente anotar o peso atual dos pacientes, como também calcular a porcentagem de perda de peso dos mesmos, uma vez que se sabe que estes fatores são significantes na diminuição do prognóstico dos pacientes oncológicos”, observam os autores.


Os autores finalizam dizendo que “os oncologistas devem estar atentos sobre os efeitos adversos causados por uma má nutrição e sobre o importante papel que o suporte nutricional pode exercer nos estágios iniciais da doença”.

Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ingestão de líquidos e seu comportamento no organismo

A água é fundamental para o funcionamento do organismo. Ela faz parte da composição corpórea e está diretamente relacionada a funções essenciais, assim como transporte e absorção dos nutrientes pelo organismo, manutenção da temperatura do corpo, dentre outros. As recomendações nutricionais enfatizam a importância da ingestão hídrica de cerca de 2 litros por dia. Porém o consumo de outros tipos de bebidas, assim como as ricas em açúcar tem aumentado entre a população de forma geral. Qual o papel deste tipo de líquido no organismo?

Diversos estudos têm demonstrado que as bebidas que contém açúcar, ricas em frutose e até as que contêm álcool, possuem o metabolismo de absorção realizado de forma diferente quando comparado a ingestão de alimentos sólidos contendo esses componentes, principalmente em relação às calorias, sendo maior o fornecimento calórico nos líquidos. Estudo recente avaliou oito bebidas de alto consumo: leite, cerveja, vinho, chá, café, bebidas alcoólicas destiladas, sucos e refrigerantes. Os resultados do estudo evidenciam duas hipóteses: organismo humano possui a base fisiológica para a digestão e absorção de leite humano e água, sendo os demais líquidos relativamente novos ao organismo humano e a segunda hipótese se baseia no fato do carboidrato e do álcool que há nessas bebidas, resultarem em menor saciedade ao organismo, fazendo com que seu consumo seja maior.


Os dados evidenciam a importância no controle da ingestão de certos líquidos ricos em carboidratos e álcool, os quais muitas vezes fornecem poucos nutrientes e muitas calorias, sendo um dos aliados do aumento da obesidade.




Como exemplo pode-se citar a relação direta do aumento no consumo de refrigerantes entre as crianças e a alta incidência da obesidade infantil.



Fonte: Nutrição em Pauta


terça-feira, 21 de abril de 2009

O efeito das suas escolhas!!!


Gordura, proteína ou carboidrato: na hora de emagrecer, é melhor eliminar o quê? Tanto faz. Eis a resposta de um estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que comparou, durante dois anos, o desempenho dos nutrientes na batalha pela perda de peso de 811 gordinhos. No final das contas, independentemente do tipo de alimento mandado para escanteio, todos se livraram de 4 quilos. Ou seja, para afi nar a silhueta, basta restringir a quantidade calórica, não importa o item excluído.

Essa conclusão nos leva a duas interpretações. A primeira é que as dietas da moda que preconizam um nutriente em detrimento de outros não têm tanto fundamento. E a segunda brota na cabeça dos espertinhos: se o que vale é comer menos, vamos nos entregar ao fast food, só que em porções modestas.

Será que as escolhas do que comemos, desde que com igual valor calórico, não fazem diferença? Pode apostar que fazem. E o efeito, talvez não se sinta agora, mas lá na frente. “Qualquer dieta com baixa ingestão de calorias emagrece em curto prazo. O problema é que, se a alimentação não for saudável, o prejuízo vem depois”, afirma a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Prejuízo inclusive em termos de emagrecimento.


No caso de quem luta contra o ponteiro da balança, a restrição calórica em si já traz benefícios. “Perder 10% do peso inicial diminui o risco cardiovascular”, diz a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. E isso nem significa fechar completamente a boca. Há uma fórmula usada pela Organização Mundial da Saúde que estima a quantidade de calorias necessárias a cada um diariamente. De acordo com ela, um homem sedentário de 40 anos e 90 quilos, por exemplo, deve se abastecer com até 2 300 calorias diárias.

Agora imagine que o nosso personagem está acima do peso. “Para emagrecer com segurança, recomenda-se cortar em média 500 calorias diárias, o que resultaria em cerca de meio quilo a menos por semana”, esclarece Mariana. Das refeições, o homem do nosso exemplo deveria retirar algo equivalente a um filé grelhado, um ovo frito, um copo de refrigerante e um bombom. Assim, ele se limitaria a 1 800 calorias. A questão é que o corpo dele — e o nosso — não depende apenas dos números. Não adianta preencher a cota diária só com pastéis naquela visita ao bar com os amigos. Você vai entender por que, desse jeito, ele se tornaria uma pessoa com apetite incontrolável.

Uma descoberta de cientistas da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, reforça a ideia de que, mesmo enxugando calorias, é preciso estar ciente da escolha dos nutrientes. Eles estudaram o impacto da gordura saturada das carnes vermelhas (e dos benditos pastéis) sobre o hipotálamo, área do cérebro que, entre tantas funções, controla a saciedade. E desvendaram um mecanismo capaz de explicar por que apostar nesse ácido graxo é um prato cheio para a obesidade. Eis a triste constatação: gordura chama gordura.

A dieta adequada é a que dispõe de 30% de gorduras em geral. “E a fatia das saturadas não deve ultrapassar 10% de todo o cardápio”, orienta a nutricionista Marciane Milanski, uma das cientistas envolvidas no estudo.

Pessoas que se empanturram de carnes, manteiga e frituras ou até mesmo aquelas que comem porções mais humildes, mas recheadas do tal ingrediente, acabam inevitavelmente extrapolando essa cota de 10%. E a sobrecarga não é inócua para o hipotálamo. “Em excesso, o nutriente dispara inflamações ali”, conta Marciane. “Quando fogem do controle, essas reações propiciam a morte de neurônios, prejudicando o controle sobre o apetite”, completa a bióloga Juliana Moraes, que também avalia o efeito das saturadas sobre a massa cinzenta. Aí não tem volta. O sujeito passa a conviver com uma fome difícil de ser aplacada.

Juliana fez um experimento para avaliar se apenas altas cargas de gordura saturada financiariam lesões na central do apetite. Ela submeteu dois grupos de ratos a refeições bem engorduradas. O primeiro apreciou porções razoáveis de comida, sem exagerar tanto. Já o segundo devorou um banquete pesado, sem limite de quantidade. “Mas quando analisamos o hipotálamo dos animais, notamos alterações em ambos os grupos”, revela. Ou seja, a quantidade não fez tanta diferença. É um indício de que seres humanos que priorizam dietas carregadas desse ácido graxo tendem a sofrer as consequências no futuro — e nem é necessário se esbaldar com um caminhão de gorduras. Basta cortar calorias e preferir alimentos gordurosos para aproveitar o que tem direito a comer.

Como a comunicação entre o hipotálamo e o resto do corpo fica comprometida, a vontade de comer de quem sofreu essas lesões não cessa. “Essa região do cérebro envia estímulos para a periferia, disparando, por exemplo, aquela salivação”, explica a biomédica Cássia Zaia, da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. Com água na boca, vai ser difícil resistir a mais um pedaço de picanha — ou seja lá o que for.

As pesquisadoras da Unicamp enfatizam em coro que, sem exageros, o organismo não se tornará refém dos malefícios da gordura. Aliás, ele até precisa delas para preservar a membrana das células. O que você não deve é conceder a qualquer nutriente exclusividade no cardápio. No máximo, papel de coadjuvante. Viver à base de proteína, por exemplo, até acelera a perda de peso nos primeiros meses. Mas e depois? “O abuso do nutriente está associado, a longo prazo, à sobrecarga dos rins”, adverte Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

A mesma mensagem é destinada aos fiéis seguidores do carboidrato. A pessoa com padrão formiga, que come muitos doces de olho apenas nas calorias, cai numa emboscada. Esse tipo de alimento, em exagero, destrambelha os mecanismos que regulam o hormônio insulina. “Passado um período, o indivíduo fica mais predisposto ao ganho de peso e, consequentemente, ao desenvolvimento do diabete tipo 2”, afirma o endocrinologista Marcio Mancini, médico responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Mais uma vez, a ordem é seguir a recomendação diária — no caso, apenas de 50 a 55% das calorias de suas refeições devem vir dos carboidratos. Nessa fração, não entram apenas pães, massas e doces, mas também frutas e verduras. E, vale frisar, a qualidade dos carboidratos eleitos para a sua dieta também pesa. A nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg traça o seguinte raciocínio: “Imagine uma pessoa que come só 2 mil calorias diárias, mas seu cardápio é composto de exagerados 65% de carboidratos, e outra que, apesar de balancear os nutrientes conforme a pirâmide, exagera nas garfadas e consome 3 mil calorias. Quem sai prejudicado com o tempo? Os dois”. Isso porque tanto carboidrato demais — ainda que você não extrapole nas calorias — quanto o excesso de comida em geral, quando se obtém mais energia do que o corpo precisa para viver, levam o pâncreas a se matar de produzir insulina. Só esse quadro já pode acarretar numa fome danada. Sim, seu corpo entende a mensagem “preciso de mais insulina” como “preciso de comida”.

Já deu para perceber que os especialistas ouvidos por SAÚDE! não advogam a favor de uma dieta balanceada à toa. O sonho de emagrecer e manter o corpo em forma, que tanta gente compartilha, só se sustenta quando se respeitam as necessidades nutricionais. Restrição calórica, sim — mas sem perder de vista a pirâmide alimentar. Essa é a verdadeira fórmula para brecar um efeito dominó que culminaria num sem-fim de problemas — inclusive nos quilos a mais. Você decide o que vai no seu prato.

Fonte: Revista Saúde!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Intolerância a lactose


A importância do leite em nosso dia-a-dia

O leite é extremamente importante na alimentação. Especialmente em crianças, pois ele irá fornecer o cálcio que atuará na formação dos dentes e ossos além de evitar o raquitismo. Porém, quando crianças ou adultos apresentam a intolerância a lactose é necessário introduzir novos hábitos alimentares para que não se exclua o cálcio da dieta.


Mas, o que é a intolerância a lactose?

Intolerância a lactose é a incapacidade de digerir de forma adequada a lactose presente nos alimentos, resultado da deficiência ou ausência da enzima lactase, presente geralmente no intestino.

Para digerir a lactose, o açúcar presente no leite e em seus derivados, é necessário a presença e o bom funcionamento da dessa enzima no organismo, sendo assim, a intolerância a lactose é caracterizada pela falta ou problema no funcionamento da mesma.


A manifestação da deficiência

A deficiência pode se manifestar de três formas :

  • Deficiência congênita da enzima - Neste caso, desde o nascimento a criança apresenta a ausência da lactase. Esse tipo de deficiência é rara, sendo que a criança logo a manifesta já que o leite, primeiro alimento fornecido ao bebê, contém lactose;
  • Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais - Ocorre em crianças que durante o primeiro ano de vida apresentam diarréias constantes, cujo quadro pode provocar danos nas células intestinais e consequentemente nas que produzem a lactase, sendo assim, faz-se necessário a reposição das células que foram lesadas, tornando essa deficiência passageira;
  • Deficiência primária ou ontogenética - Com o passar da idade, a produção da enzima lactase por um processo natural é reduzida, essa deficiência afeta boa parte da população e é a mais comum entre elas.

Sintomas da intolerância à lactose

A manifestação das reações referentes à deficiência de lactase depende da quantidade de leite ingerida. Algumas pessoas toleram uma maior quantidade de leite ou de outros produtos lácteos, em relação a outras. Os sintomas poderão aparecer minutos ou horas após a ingestão de leite ou seus derivados, a velocidade do aparecimento desses sintomas depende do peristaltismo intestinal. Dentre os principais sintomas ou consequências perceptíveis, podemos destacar:

  • Diarréia abundante
  • Desconfortos e dores abdominais
  • Náuseas e vômitos
  • Gases
  • Cólicas


Como se cuidar

A dieta de um indivíduo que apresente essa deficiência deve ser restrita de bolos, biscoitos, chocolates, leite de gado, sorvetes, queijos e tantas outras preparações que incluam o leite de vaca em sua constituição. Manter-se restrito das tentações alimentares como estas, é considerado para muitos um sacrifício, sendo assim, a indústria alimentícia já disponibiliza produtos como estes para os portadores da intolerância a lactose.


Diferença entre a intolerância a lactose e alergia ao leite

A alergia ao leite trata-se de reações alérgicas às proteínas do leite de vaca, ao contrário da intolerância a lactose que é uma limitação do organismo em digerir a lactose, que é o açúcar do leite.

No caso de o indivíduo apresentar intolerância a lactose ou alergia ao leite, é importante que o mesmo busque outras fontes de cálcio já que a maioria são produtos lácteos. A recomendação nutricional são três porções diárias de alimentos ricos em cálcio, logo é importante mantê-lo na nossa dieta. Os queijos e leite são alimentos que possuem grandes quantidades desse mineral na sua constituição, no entanto, existe outros como peixes, espinafre, couve- manteiga, amêndoa, etc.

Fonte: Blog Nutrição em Foco

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coração jovem também precisa de atenção!!!


Muitos pensam que os cuidados com o coração só são necessários a partir de uma certa idade. Mas, o raciocínio está errado. O mesmo vale para aqueles que acham que as alterações de pressão só aparecem após passarmos pela casa dos 40, 50 anos. As mudanças de hábitos ao longo das décadas - em especial a alimentação carregada no sal - acabou gerando uma mudança no público atingido por esses distúrbios. "Cada vez mais são maiores os riscos de envolver os jovens. As doenças têm surgido precocemente e hoje não é raro encontrarmos adolescentes sofrendo de pressão alta", lembra o cardiologista Carlos Henrique Petterson. "Deixou de ser uma doença da meia-idade".

A baixa quantidade de frutas e verduras consumida pela maioria dos jovens também está relacionada ao crescimento nos casos de doenças ligadas ao coração nesta faixa etária. Outro problema é o sedentarismo ou a pouca prática de atividades físicas. "Os exercícios previnem hipertensão e outra dúzia de doenças", pontua Petterson. "Esse distúrbio não traz sintomas, geralmente é descoberto por acaso, quando a pressão é medida devido a um sintoma que não é causado por ele", explica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o país registrou um aumento relevante nos casos da doença envolvendo jovens. Pesquisas da entidade revelam que 30% dos brasileiros são atingidos pelo distúrbio, sendo que 3% estão nesta faixa etária. "É uma doença perigosa por ser silenciosa, sem sintomas e ter graves consequências", alerta Carlos. A pressão está relacionada a grande parte dos casos de infarte e derrame, que hoje são as principais causas de morte entre homens e mulheres com mais de 50 anos. "É importante que os jovens também cuidem do coração porque a maioria das doenças ligadas ao órgão não tem cura, mas podem ser prevenidas. E a prevenção funciona melhor quando começa cedo."

Pressão normal: até 135/85mmHg ("13,5 por 8,5"), medindo em casa ou até 140/90mmHg ("14 por 9") medindo no médico. Perigos da hipertensão: Causa 40% das mortes por "derrame"; 25% das mortes por "infarto"; aumenta o risco de insuficiência renal; aumenta o risco de morte súbita; aumenta o risco de aneurismas; aumenta o risco de insuficiência cardíaca.


Fonte: Viver Bem (Gazeta do Sul) 13 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Transição nutricional!!!

É a realidade, infelizmente!!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Porto Alegre está acima do peso

Porto Alegre ganhou um título preocupante. Quase metade da população adulta da capital gaúcha (49%) está acima do peso e 15,9% é obesa. É a campeã nos índices, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.

Teresina (PI) tem o menor indicador: 36,6%. Entre as mulheres, a obesidade atinge principalmente as que apresentam menor escolaridade. O trabalho mostrou que, no grupo com zero a oito anos de estudo, 18% eram obesas. Entre o grupo com 12 anos ou mais de escolaridade, a diferença era de quase 10 pontos percentuais: 8,5%.

A doença aumenta de acordo com a faixa etária. Entre 18 e 24 anos, 4,2% são obesos. Esse percentual sobe na faixa etária entre 25 e 34 anos (11,9%), entre 35 e 44 anos (15%) e atinge o pico no grupo entre 55 e 64 anos (19,9%).

O levantamento mostra que, de um modo geral, a população brasileira está mais obesa, mais hipertensa e abusa com mais frequência do consumo de bebidas alcoólicas.

Mais de 50 mil pessoas foram entrevistadas

Obesidade e hipertensão são dois importantes fatores de risco para uma das categorias de doenças que mais matam no país, as do aparelho circulatório. O consumo de bebida em excesso está associado à violência e a acidentes de trânsito.

O trabalho, feito por meio de entrevista telefônica com 54.353 pessoas ao longo de 2008, detectou um aumento importante do consumo abusivo de álcool entre as mulheres: 10,5% bebem exageradamente. A tendência é mais marcante entre o grupo com maior escolaridade. No grupo entre 12 anos ou mais de estudo, 12,5% disseram haver bebido mais de quatro doses de bebida, em uma única oportunidade, o que caracteriza consumo abusivo.

Apesar do aumento importante, os homens são os que mais abusam do álcool. Em 2008, 29% revelaram que, no mês anterior à pesquisa, haviam bebido, em uma só oportunidade, mais de cinco doses de bebida – o que caracteriza o consumo em excesso no grupo masculino.

Fonte: Jornal Zero Hora