terça-feira, 14 de abril de 2009

Intolerância a lactose


A importância do leite em nosso dia-a-dia

O leite é extremamente importante na alimentação. Especialmente em crianças, pois ele irá fornecer o cálcio que atuará na formação dos dentes e ossos além de evitar o raquitismo. Porém, quando crianças ou adultos apresentam a intolerância a lactose é necessário introduzir novos hábitos alimentares para que não se exclua o cálcio da dieta.


Mas, o que é a intolerância a lactose?

Intolerância a lactose é a incapacidade de digerir de forma adequada a lactose presente nos alimentos, resultado da deficiência ou ausência da enzima lactase, presente geralmente no intestino.

Para digerir a lactose, o açúcar presente no leite e em seus derivados, é necessário a presença e o bom funcionamento da dessa enzima no organismo, sendo assim, a intolerância a lactose é caracterizada pela falta ou problema no funcionamento da mesma.


A manifestação da deficiência

A deficiência pode se manifestar de três formas :

  • Deficiência congênita da enzima - Neste caso, desde o nascimento a criança apresenta a ausência da lactase. Esse tipo de deficiência é rara, sendo que a criança logo a manifesta já que o leite, primeiro alimento fornecido ao bebê, contém lactose;
  • Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais - Ocorre em crianças que durante o primeiro ano de vida apresentam diarréias constantes, cujo quadro pode provocar danos nas células intestinais e consequentemente nas que produzem a lactase, sendo assim, faz-se necessário a reposição das células que foram lesadas, tornando essa deficiência passageira;
  • Deficiência primária ou ontogenética - Com o passar da idade, a produção da enzima lactase por um processo natural é reduzida, essa deficiência afeta boa parte da população e é a mais comum entre elas.

Sintomas da intolerância à lactose

A manifestação das reações referentes à deficiência de lactase depende da quantidade de leite ingerida. Algumas pessoas toleram uma maior quantidade de leite ou de outros produtos lácteos, em relação a outras. Os sintomas poderão aparecer minutos ou horas após a ingestão de leite ou seus derivados, a velocidade do aparecimento desses sintomas depende do peristaltismo intestinal. Dentre os principais sintomas ou consequências perceptíveis, podemos destacar:

  • Diarréia abundante
  • Desconfortos e dores abdominais
  • Náuseas e vômitos
  • Gases
  • Cólicas


Como se cuidar

A dieta de um indivíduo que apresente essa deficiência deve ser restrita de bolos, biscoitos, chocolates, leite de gado, sorvetes, queijos e tantas outras preparações que incluam o leite de vaca em sua constituição. Manter-se restrito das tentações alimentares como estas, é considerado para muitos um sacrifício, sendo assim, a indústria alimentícia já disponibiliza produtos como estes para os portadores da intolerância a lactose.


Diferença entre a intolerância a lactose e alergia ao leite

A alergia ao leite trata-se de reações alérgicas às proteínas do leite de vaca, ao contrário da intolerância a lactose que é uma limitação do organismo em digerir a lactose, que é o açúcar do leite.

No caso de o indivíduo apresentar intolerância a lactose ou alergia ao leite, é importante que o mesmo busque outras fontes de cálcio já que a maioria são produtos lácteos. A recomendação nutricional são três porções diárias de alimentos ricos em cálcio, logo é importante mantê-lo na nossa dieta. Os queijos e leite são alimentos que possuem grandes quantidades desse mineral na sua constituição, no entanto, existe outros como peixes, espinafre, couve- manteiga, amêndoa, etc.

Fonte: Blog Nutrição em Foco

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coração jovem também precisa de atenção!!!


Muitos pensam que os cuidados com o coração só são necessários a partir de uma certa idade. Mas, o raciocínio está errado. O mesmo vale para aqueles que acham que as alterações de pressão só aparecem após passarmos pela casa dos 40, 50 anos. As mudanças de hábitos ao longo das décadas - em especial a alimentação carregada no sal - acabou gerando uma mudança no público atingido por esses distúrbios. "Cada vez mais são maiores os riscos de envolver os jovens. As doenças têm surgido precocemente e hoje não é raro encontrarmos adolescentes sofrendo de pressão alta", lembra o cardiologista Carlos Henrique Petterson. "Deixou de ser uma doença da meia-idade".

A baixa quantidade de frutas e verduras consumida pela maioria dos jovens também está relacionada ao crescimento nos casos de doenças ligadas ao coração nesta faixa etária. Outro problema é o sedentarismo ou a pouca prática de atividades físicas. "Os exercícios previnem hipertensão e outra dúzia de doenças", pontua Petterson. "Esse distúrbio não traz sintomas, geralmente é descoberto por acaso, quando a pressão é medida devido a um sintoma que não é causado por ele", explica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o país registrou um aumento relevante nos casos da doença envolvendo jovens. Pesquisas da entidade revelam que 30% dos brasileiros são atingidos pelo distúrbio, sendo que 3% estão nesta faixa etária. "É uma doença perigosa por ser silenciosa, sem sintomas e ter graves consequências", alerta Carlos. A pressão está relacionada a grande parte dos casos de infarte e derrame, que hoje são as principais causas de morte entre homens e mulheres com mais de 50 anos. "É importante que os jovens também cuidem do coração porque a maioria das doenças ligadas ao órgão não tem cura, mas podem ser prevenidas. E a prevenção funciona melhor quando começa cedo."

Pressão normal: até 135/85mmHg ("13,5 por 8,5"), medindo em casa ou até 140/90mmHg ("14 por 9") medindo no médico. Perigos da hipertensão: Causa 40% das mortes por "derrame"; 25% das mortes por "infarto"; aumenta o risco de insuficiência renal; aumenta o risco de morte súbita; aumenta o risco de aneurismas; aumenta o risco de insuficiência cardíaca.


Fonte: Viver Bem (Gazeta do Sul) 13 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Transição nutricional!!!

É a realidade, infelizmente!!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Porto Alegre está acima do peso

Porto Alegre ganhou um título preocupante. Quase metade da população adulta da capital gaúcha (49%) está acima do peso e 15,9% é obesa. É a campeã nos índices, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.

Teresina (PI) tem o menor indicador: 36,6%. Entre as mulheres, a obesidade atinge principalmente as que apresentam menor escolaridade. O trabalho mostrou que, no grupo com zero a oito anos de estudo, 18% eram obesas. Entre o grupo com 12 anos ou mais de escolaridade, a diferença era de quase 10 pontos percentuais: 8,5%.

A doença aumenta de acordo com a faixa etária. Entre 18 e 24 anos, 4,2% são obesos. Esse percentual sobe na faixa etária entre 25 e 34 anos (11,9%), entre 35 e 44 anos (15%) e atinge o pico no grupo entre 55 e 64 anos (19,9%).

O levantamento mostra que, de um modo geral, a população brasileira está mais obesa, mais hipertensa e abusa com mais frequência do consumo de bebidas alcoólicas.

Mais de 50 mil pessoas foram entrevistadas

Obesidade e hipertensão são dois importantes fatores de risco para uma das categorias de doenças que mais matam no país, as do aparelho circulatório. O consumo de bebida em excesso está associado à violência e a acidentes de trânsito.

O trabalho, feito por meio de entrevista telefônica com 54.353 pessoas ao longo de 2008, detectou um aumento importante do consumo abusivo de álcool entre as mulheres: 10,5% bebem exageradamente. A tendência é mais marcante entre o grupo com maior escolaridade. No grupo entre 12 anos ou mais de estudo, 12,5% disseram haver bebido mais de quatro doses de bebida, em uma única oportunidade, o que caracteriza consumo abusivo.

Apesar do aumento importante, os homens são os que mais abusam do álcool. Em 2008, 29% revelaram que, no mês anterior à pesquisa, haviam bebido, em uma só oportunidade, mais de cinco doses de bebida – o que caracteriza o consumo em excesso no grupo masculino.

Fonte: Jornal Zero Hora

O poder das cores dos alimentos!!!

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o brasileiro consome só um terço da porção diária de frutas, verduras e legumes estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). "O ideal é ingerir cinco porções por dia, uma de cada cor. Assim, fortalecemos o sistema imunológico e preparamos o corpo para comabater substâncias cancerígenas e doenças." frisa a nutricionista Fabiana Carvalho Trovão, especialista em nutrição clínica do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Para que você possa aproveitar ao máximo os benefícios de um prato formado por vegetais coloridos, leia com atenção:

AMARELO - alimentos de cor amarela ou laranja são ricos em betacaroteno (substância associada ao bom funcionamento da visão). Estudos da USP mostram que a ingestão de vegetais desses tons ajuda a diminuir a incidência do câncer do colo de útero. Na avaliação da Abran, o pigmento também melhora o processo de filtragem da luz solar pelo organismo, funcionando como aliado na proteção natural contra o raio ultravioleta e combatendo sobretudo o envelhecimento da retina. No caso dos cítricos, como a laranja, o efeito benéfico é potencializado por outros componentes: beta-criptoxantina e terpeno, que têm ação anticâncer por neutralizarem substâncias que podem causar mutação celular, como pesticidas.


ROXO - Segundo os nutrólogos, a cor roxa é um indicativo da presença concentrada de polifenóis (entre eles destaca-se a antocianina). Essas substâncias possuem elevado poder antioxidante, ou seja, protegem as células contra a degradação. Vegetais dessa tonalidade, como as amoras, contêm até cinco vezes mais polifenóis do que os demais. No caso das uvas, o composto mais estudado é o resveratrol, que atua na prevenção de doenças cardiovasculares por aumentar o HDL (colesterol bom) e diminuir o LDL (colesterol ruim), além de favorecer a circulação sanguínea.

VERMELHO - o licopeno é uma substância vegetal que confere a coloração vermelha a tomates, morangos e outras frutas desse grupo. O princípio é apontado pelos especialistas como poderoso aliado no combate ao câncer de próstata. A biodisponibilidade do licopeno (ou seja, sua capacidade de ser absorvido pelo corpo) aumenta mediante aquecimento e associação com gorduras saudáveis, como aquela que está presenta no azeite. Segundo a pesquisa da USP, conduzida pela nutricionista Luciana Tomita em seu doutorado, altas doses de licopeno em mulheres ajudam a proteger contra o câncer do colo do útero. O vermelho também é indicativo de alimentos que estimulam a produção de colágeno.

VERDE - ricos em fibras, os vegetais de cor verde são comprovadamente eficazes contra o câncer de cólon na avaliação do nutrólogo Wilmar Accursio. "Também ajudam a baixar os níveis de colesterol", garante. Para a nutricionista Fabiana Trovão, o grupo verde se destaca pela elevada concentração de clorofila. "A substância promove uma limpeza do organismo, favorecendo o sistema circulatório e melhorando a função hepática. A clorofila participa da restauração dos tecidos, eliminando as impurezas além de ser hidrante e refrescante", explica a especialista. Hortifrutis de tom verde também possuem quantidade considerável de ferro e participam da prevenção do câncer do colo de útero.

BRANCO - alimentos brancos são ricos em potássio, mineral que favorece a contração muscular - sobretudo a do músculo cardíaco. Muitos, como a banana, contém elevada quantidade de vitamina B, que favorece as atividades do sistema nervoso e ajuda a amenizar os sintomas de quadros depressivos. A classe branca, inclusive o alho, também é fonte de cálcio (que promove a manutenção dos ossos). Esse tempero é considerado um antibiótico natural: sua ação antifúngica é especialmente recomendada para mulheres com candidíase. A nutricionista Fabiana Trovão lembra que aproveitar todos os benefícios do alho não é simples: "O ideal é consumi-lo cru, mastigando dois dentes do vegetal", indica.
PRETO - o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, destaca a importância do pigmento preto, representando basicamente por café e chá. "Neles há elevado teor de xantina, substância que participa da prevenção da oxidação do DNA", explica. Como os dois produtos contém cafeína, que inibe a absorção de cálcio, recomenda-se consumi-los junto com o leite - que poderia neutralizar o efeito. Preventivamente, a partir dos 65 anos o consumo de café e chá preto deve cair de quatro para três xícaras por dia. "Quanto mais velhos, menor a capacidade de absorção: por volta dos 60 anos, já é 20% menor. A alimentação colorida é ainda mais primordial nessa fase", diz o médico Wilmar Accursio.

MARROM - o pigmento marrom pode ser encontrado em castanhas, principalmente nozes e avelãs, Ricos em selênio (que tem excelente potencial antioxidante), esses alimentos ajudam a controlar a ansiedade e por isso são especialmente indicados para mulheres na fase de tensão pré-menstrual (TPM). A família marrom também conta com alguns cereais, como a aveia. A nutricionista Ludmilla Eler destaca entre os alimentos dessa tonalidade o feijão. "Por ser rico em magnésio, é bastante interessante para mulheres que se aproximam da menopausa. Esse mineral também é recomendado para combater a fadiga."

Fonte: Viver Bem (Jornal Gazeta do Sul), 16 de fevereiro de 2009.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Rodízio!!!!

Enquanto isso, no rodízio...


- Estômago: - Cara, manera aê com o que vai comer. Essa semana foi foda. Manda uns vegetais pra dentro, porque as coisas no intestino estão feias.

Primeiro prato (800g): Arroz, feijoada, cupim, picanha, coração de galinha e tomate.

- Estômago: - Tá de sacanagem, né? Duas rodelas de tomate? E essas carnes mal-passadas? Pelo menos mastiga direito essa porra.


Segundo prato (550g): Arroz, costela, picanha, alcatra e salada de maionese.

- Estômago: - Chega de carne, cara, não cabe mais nada aqui. Lembra daquela úlcera? Tá faltando pouco pra cicatriz abrir. Tu quer fuder com tudo, né ? Manda um pouco de água.


Bebida: Coca-Cola 600ml

- Estômago: - Seu imbecil, eu falei um pouco de água.
- Eu: - Ué, Coca-Cola tem água. E ainda ajuda a dissolver a carne.
- Estômago: - Coca-cola tem o inferno dentro, porra. Tá fudendo aqui com o suco-gástrico.
- Esposa: - Amor, com quem você tá falando?
- Eu: - Nada, não, tô pensando alto.


Sobremesa: 300g de pudim.

- Estômago: - Eita porra, cabe mais não. Tá ouvindo?
- Intestino: - O que tá acontecendo aí em cima? Que zona é essa?
- Estômago: - O cara tá empurrando comida. Agora veio pudim pra dentro. Não sei mais o que fazer.
- Intestino: - Vamos mandar direto.
- Estômago: - O quê?
- Intestino: - É isso aí, operação descarga.
- Estômago: - Cara, o cérebro não vai gostar.
- Intestino: - Foda-se o cérebro, ele nunca veio aqui em baixo pra saber como são as coisas.
- Estômago: - Vamos dar mais uma chance pra ele. Eu acho que ele não vai mais...


Bebida 2: Cafezinho.

Estômago - Filho de uma puta. Vou explodir.

Intestino - Operação descarga iniciando. Anda, libera o canal do duodeno que eu já tô conversando com o esfíncter.
Coração - Que que tá havendo aí embaixo? A adrenalina tá aumentando muito.
Intestino - Operação descarga.
Coração - Quem autorizou isso? O cérebro não me mandou nada.
Estômago - Foda-se aquela geléia! Nem músculo tem.
Intestino - É isso aê, foda-se essa géleia inútil. Vinte segundos pra abrir o esfíncter anal. Quero ver o ânus arder com esse suco gástrico.

Esposa - Amor, você tá passando bem? Tá suando todo, aonde você vai?
Eu - Preciso ir ao banheiro, urgente. Paga a conta e me espera no carro.
Esposa - O que você comeu pra isso?
Eu - Não sei. Acho que foi o tomate .

sexta-feira, 27 de março de 2009

Menos Sódio, Mais Potássio


Sou assinante da Revista Saúde, da Editora Abril, e gostei muito de uma matéria, falando sobre o sódio e o potássio na hipertensão. Abaixo, a matéria que pode ser encontrada no site da revista.


Quando o assunto é saúde, não é de hoje que o sal desfila sua fama de vilão mundo afora. Sempre que se fala em hipertensão alguém o cita, pois “O excesso de sódio, principal ingrediente do sal de cozinha, provoca retenção de água no organismo e aumenta o volume de sangue circulando”, explica o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração, em São Paulo. Maior volume sanguíneo passando pelo mesmo espaço de veias e artérias significa maior pressão nas paredes dos vasos, portanto...


Um outro mineral poderia contrabalançar essa história: o potássio. “Ele melhora a elasticidade dos vasos e, com isso, ajuda no controle da pressão”, explica Lopes. Mas, na prática, pouca gente sabe ou se lembra disso. Faça um teste: resgate na memória a última vez que você viu um hipertenso comendo banana, uma das fontes mais conhecidas de potássio, só para controlar a sua doença.


Segundo uma pesquisa com 2974 voluntários, foi concluído que aumentar a ingestão de potássio e restringir a de sódio diminui em até 50% as perturbações relacionadas à pressão nas alturas, como infarto e derrame.
“Isoladamente, no entanto, essas duas medidas não surtem o mesmo efeito”, observa Nancy Cook, professora da Universidade Harvard e uma das autoras do trabalho. Apenas maneirar no sal, por exemplo, só derruba em 20% o risco de turbulência nas artérias.


O potássio garante o bom funcionamento dos batimentos cardíacos, facilita a dilatação dos vasos e ainda melhora a sensibilidade à insulina — o que pode ser bem útil para quem sofre de resistência ao hormônio, um fator que colabora para a ocorrência de problemas cardiovasculares, ainda mais quando já existe um quadro de hipertensão. “Além disso, esse mineral parece reduzir os efeitos negativos do sal, porque induz a eliminação do sódio pelos rins”, comenta Nancy. Portanto, dá para deduzir que manter o dueto em uma gangorra estática — sódio no chão e potássio em níveis elevados — seja a medida mais eficiente para proteger o corpo.


Um adulto saudável deve ingerir, no máximo, 6 gramas de sal por dia. Mas o brasileiro consome nada menos que 12 gramas.


O potássio em baixa no organismo é um prato cheio para que a cãibra mostre suas garras. “É que o mineral tem a capacidade de manter os impulsos musculares em ordem”, explica Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Isso vale para qualquer músculo: do coração à panturrilha. Quando nos alimentamos mal, há um desequilíbrio entre as taxas de potássio e sódio dentro e fora da fibra muscular. Daí, o músculo tende a se contrair involuntariamente, impedindo o relaxamento da região onde ocorre a pane. O risco de isso acontecer quando suamos muito é maior — o potássio é perdido junto com a água e precisa ser reposto depressa para evitar a contração dolorosa. Deu cãibra? Ponha potássio no prato e trate de devolvê-lo às suas fibras musculares.


“Com uma alimentação adequada, dá para reduzir em 10% as medidas da pressão e em 8% o nível de gordura no sangue”, afirma Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. Só que é importante deixar claro: eliminar o sódio totalmente e exagerar na dose de potássio também traz consequências negativas. “O corte absoluto de sal prejudica o metabolismo do colesterol”, exemplifica a nutricionista Camila Marcucci Gracia, do Hospital do Coração, na capital paulista.


Já o potássio além da conta, quadro chamado pelos especialistas de hipercalemia, acaba desacelerando o ritmo cardíaco mais do que deve. Na verdade, isso não costuma acontecer com frequência. Até porque esse mineral é eliminado com facilidade na urina, nas fezes e no suor — então, é mais provável que ele falte no organismo do que sobre. Quem precisa ficar atento ao seu consumo são justamente as pessoas que sofrem de disfunção renal. É que, quando não trabalham direito, os rins têm dificuldade para mandar o excesso da substância embora. Daí, o coração é quem paga o pato.


A banana, o clássico representante do nutriente aparece em sétimo lugar no nosso ranking das principais fontes. Como um complemento para dar uma rasteira nos inimigos das artérias, outra opção é apostar no uso do sal light, que tem 50% de sódio a menos e 60% de potássio a mais em relação ao tempero comum. Nesse sobe-e-desce de nutrientes, fazer as escolhas certas garante ao seu corpo uma vida com menos tormentos e muito mais saúde.


As melhores fontes de potássio são:

- Soja (1 concha pequena): 486mg

- Melão (1 fatia média): 367mg

- Couve (3 colheres de sopa): 331mg

- Grão-de-bico (1 concha pequena): 285mg

- Laranja (1 unidade média): 245mg

- Mamão (1 fatia média): 222mg

- Banana (1 fruta média): 215mg

- Brócolis (6 ramos): 214mg

- Tomate (1 unidade): 200mg

- Goiaba (1 unidade média): 178mg

- Pera (1 unidade média): 162mg

- Melancia (1 fatia média): 156mg

- Feijão (1 concha pequena): 153mg

- Mexerica (1 unidade média): 150mg

- Espinafre (3 colheres de sopa): 134mg

- Lentilha (1 concha pequena): 132mg

- Agrião (1 prato de sobremesa): 131mg

- Abacaxi (1 fatia média): 131mg

- Alface ( 1 prato de sobremesa): 126mg

- Linhaça (2 colheres de sopa): 126mg


Vale lembrar que a quantidade diária recomendada de potássio são 4700 miligramas.

Retirado do site: http://saude.abril.com.br

terça-feira, 24 de março de 2009

Probióticos e Prebióticos


Os probióticos são organismos vivos, que, em número suficiente, promovem o equilíbrio da flora bacteriana intestinal no hospedeiro, por inibir o crescimento excessivo de bactérias tóxicas. Além disso, seu uso apresenta efeitos benéficos no controle do colesterol e dos triglicérides, na diarréia, no sistema imune, na redução do risco de desenvolvimento de câncer, dentre outros. Os probióticos mais importantes são:


* Lactobacilos acidófilos, casei, bulgários, lactis e plantarum;


* Estreptococo termófilo;


* Enterococcus faecium e E. faecalis;


* Bifidobactérias bifidus, longus einfatis.


Os leites fermentados, como os iogurtes (que sofrem a ação de bactérias, principalmente produtoras de ácido lático), produtos industrializados acrescidos de bactérias probióticas em pó ou cápsulas são alguns alimentos que contêm probióticos, sendo estes considerados alimentos funcionais devido ao seu benefício à saúde. Esses produtos devem indicar em seu rótulo a espécie do microrganismo que contêm, assim como sua quantidade, em unidades formadoras de colônias (UFC), contidas na porção diárias do produto pronto para consumo.



Os prebióticos são compostos não-digeríveis pelas enzimas do trato gastrintestinal, e que estimulam o crescimento de espécies bacterianas benéficas, como bifidobactérias e lactobacilos (probióticos), atuando como substrato específico para as bactérias probióticas. Apresentam características funcionais semelhantes às das fibras alimentares: podem reduzir os níveis de colesterol sérico e até auxiliar na prevenção de alguns tipos de câncer. Por isso, são considerados alimentos funcionais.

Quando ingeridos, os prebióticos sofrem fermentação que, por consequência, estimula o crescimento e a estabilidade dos micro-organismos produtores de ácidos orgânicos, principalmente os ácidos lático e acético. Estes compostos reduzem o pH do lúmen intestinal e, em conjunto com outras substâncias antibacterianas e enzimas produzidas do trato gastrintestinal, inibem a proliferação de microrganismos nocivos, como Escherichia coli, Clostridium sp. e Salmonella. Os principais produtos do metabolismo dos prebióticos são os ácidos graxos de cadeia curta e os gases dióxido de carbono e hidrogênio.


Os prébióticos podem estar presentes naturalmente nos componentes da dieta ou serem adicionados a ela. São os oligossacarídeos resistentes, como os frutooligossacarídeos. Estão presentes na chicória, alho-poró, alho, bananas, cebola, tomate, beterrraba, aspargos, alcachofra, yacon, centeio, aveia, trigo, mel, cerveja, açúcar mascavo, dentre outros.


Fonte: Nutritotal


Berinjela e a diminuição do colesterol


Ouço várias pessoas falarem que a berinjela reduz o colesterol e que a utilizam como tratamento. Como não tinha ouvido nem estudado nada a este respeito, resolvi pesquisar. Encontrei no site Nutritotal esta reportagem:

Não há evidências científicas de que o consumo de berinjela (
Solanum melongena L) reduza os níveis sanguíneos de colesterol. Embora haja procura de tratamento alternativo que combata a hiperlipidemia, já que os medicamentos para estes fins são caros e não isentos de efeitos colaterais, infelizmente, nem o suco de berinjela com laranja, nem as cápsulas comercializadas no Brasil contendo extrato seco da planta apresentaram os efeitos desejados.

O interesse pela berinjela está em supostas substâncias antioxidantes, como o nasunin, que poderia ter efeito favorável na peroxidação lipídica e na reversão da disfunção endotelial em modelos experimentais de hipercolesterolemia.


Os resultados de estudos experimentais são controversos, pois alguns encontraram níveis diminuídos de colesterol sanguíneo após o uso da berinjela e outros não. Os poucos trabalhos realizados em humanos não observaram nenhuma modificação. Em um deles, por exemplo, em amostra randomizada e duplo-cega, voluntários hipercolesterolêmicos receberam cápsulas de extrato de berinjela (total de 450 mg/dia) ou placebo durante 90 dias. Os resultados foram similares em ambos os grupos.


O que é indiscutível é que a alimentação pode e deve contribuir para o tratamento da hipercolesterolemia. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o tratamento dietético consiste em diminuir a ingestão de colesterol, com a redução do consumo de alimentos de origem animal, em especial as vísceras, leite integral e seus derivados, embutidos, frios, pele de aves e frutos do mar (camarão, ostra, marisco, polvo, lagosta), e aumento do consumo de alimentos vegetais e integrais, pois são ricos em fibras, que auxiliam na redução do colesterol.


Portanto, enquanto não estão provados os benefícios da berinjela na redução do colesterol, vale muito mais a pena investir em uma alimentação saudável e equilibrada.

Refrigerantes à base de cola


O consumo frequente de refrigerantes à base de cola pode causar prejuízos para a saúde. Suas possíveis consequências já vêm sendo estudadas há anos. Embora a maioria dos resultados condene esta bebida, os autores ainda sugerem mais pesquisas a respeito.


O excesso de consumo de bebidas do tipo cola está relacionado à perda de massa óssea ou diminuição da densidade mineral óssea e aumento da calciúria (cálcio na urina). Tais refrigerantes contêm cafeína e ácido fosfórico (considerado um “ladrão de cálcio” pois, solúvel em água, sua parte aniônica pode se ligar aos cátions do cálcio presentes em qualquer lugar do corpo). A combinação das duas substâncias pode ser a grande causa destes efeitos, que são associados ao aumento de fraturas ósseas principalmente em mulheres, mesmo adolescentes fisicamente ativas.

Não se pode afirmar com certeza que isto é causado pelos componentes que a bebida tem, mas pelos nutrientes que ela não tem, necessários à saúde dos ossos. Cada vez mais esses refrigerantes estão substituindo o consumo de leite e outras fontes de cálcio, principalmente entre as crianças e adolescentes (faixa etária em que os ossos estão em formação).


Está havendo um aumento significativo do consumo de refrigerantes em geral e bebidas adoçadas. Em 10 anos, a ingestão aumentou 61% em adultos e mais que dobrou entre adolescentes e crianças. Evidências associam este fato ao aumento da obesidade infantil.



Além de contribuírem para a obesidade, os refrigerantes ainda podem aumentar o risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2, por conter altas quantidades de açúcar. Aqueles à base de cola, que contém corante caramelo, possivelmente aumentam a resistência à insulina, que pode levar ao diabetes.



Esses refrigerantes diminuem significativamente a microdureza do esmalte dos dentes, prejudicando também a saúde bucal. Devido ao seu pH ácido, provocam uma desmineralização do esmalte dental. O consumo dessas bebidas, portanto, aumenta o risco do aparecimento de cáries.


Adaptado do site Nutritotal