| Pacientes com diabetes tipo 3 (DM3), ou diabetes tipo 1 mais tipo 2, possuem características das duas doenças, ou seja, o paciente com DM3 tem dependência total da insulina e normalmente mantém um peso adequado durante a juventude. Por apresentar uma carga genética favorável a resistência à insulina, associada a exposição aos fatores ambientais (sedentarismo e dieta rica em açúcares e gorduras), este paciente adquire características de um indivíduo com diabetes do tipo 2: obesidade (principalmente a central), hipertensão, dislipidemia e resistência à insulina exógena. Ou seja, é um paciente diabético tipo 1 com sintomas de síndrome metabólica, normalmente apresentada por portadores de diabetes tipo 2. O tratamento torna-se mais difícil, pois o indivíduo depende totalmente da aplicação de insulina para reduzir seus níveis de glicemia, mas devido a resistência à insulina o hormônio acaba tendo que ser ofertado em doses mais altas, o que facilitaria o ganho de peso deste paciente. Além do tratamento dietoterápico ser direcionado a indivíduos obesos e do incentivo à prática de atividades físicas, a utilização de medicamentos para pacientes diabéticos do tipo 2 (como a metformina) e/ou inibidores de apetite (como a sibutramina) pode ser feita empiricamente. Quando o peso corporal do indivíduo diminui, os controles metabólicos também melhoram. Fonte: Nutritotal |
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Diabetes tipo 3
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Colesterol Alto também pode afetar crianças
Alertas sobre o tema foram lançados recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que avisou que 43 milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, condição que gera riscos à saúde durante a vida inteira. Segundo o Instituto do Coração (Incor), cerca de 10% das crianças brasileiras têm taxas de colesterol altas.
De acordo com a coordenadora dos cursos de nutrição do Complexo Educacional FMU (SP), Bernadete Azevedo, apesar de o sobrepeso ser indicativo de que algo pode estar errado, os pais devem estar atentos também a outros fatores.
"Níveis de colesterol alterados não provocam modificações físicas. Os pais devem procurar o pediatra do filho como forma de prevenção, quando eles próprios apresentam dislipidemias (níveis elevados ou anormais de lipídios ou lipoproteínas no sangue) ou antecedentes familiares para doenças cardiovasculares. Ou quando a criança tem hábitos alimentares inadequados e não pratica atividades físicas."
Especialista em nutrição na infância e adolescência, Bernadete lembra a importância de os pequenos consumirem frutas e vegetais diariamente. "Fast food e salgadinhos são fontes de colesterol. A ação antioxidante de frutas e vegetais reduz a oxidação de alimentos gordurosos, além da ação das fibras, que 'arrastam' parte da gordura para as fezes e com isso, previnem o aumento do colesterol",explica .
Mãe de Julia, 5 anos, e de Laura, 1, Daniela Neves faz questão de manter alimentação 'colorida' no prato das filhas. "Meu marido já apresentou alterações no colesterol. Por isso, procuro sempre balancear as refeições delas, incluindo frutas e vegetais", conta.
"Basicamente, deve-se diminuir o consumo de gorduras saturadas, que são encontradas em alimentos de origem animal, industrializados e embutidos, como presuntos, salsichas, linguiças, etc", diz Bernadete Azevedo, lembrando que também é importante estabelecer horários para as refeições.
Problemas cardíacos: o grande perigo
O colesterol é uma molécula similar à gordura, que age na composição da membrana que envolve as células, essencial para a fabricação de hormônios e na composição da vitamina D, necessária para os ossos e para o crescimento. Obtido nos alimentos de origem animal ou produzido pelo fígado, ele circula por todo o corpo, mas não é solúvel no sangue.
Problemas podem ocorrer, especialmente quando se ingere alimentos com colesterol em demasia, como carnes gordas e ovos. O excesso se deposita nas artérias, formando placas que podem endurecê-las e entupi-las, o que pode gerar problemas cardiovasculares.
Fonte: CRN2
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Chocolate reduz pressão sanguínea de pacientes hipertensos
Metanálise publicada no jornal BMC Medicine concluiu que o chocolate amargo e os produtos com cacau têm resultados superiores quando comparado ao placebo para o tratamento da hipertensão.
Este estudo avaliou os resultados de 15 experimentos sobre o efeito da ingestão de produtos com cacau em comparação com placebo sobre a pressão sanguínea de adultos. Todos os trabalhos obedeciam os critérios de inclusão: duração de tratamento ≥ 14 dias e disponibilização da média ou mediana da pressão sistólica (PS) ou pressão diastólica (PD) com desvios-padrão.
Além do grupo de estudo (cacau) e do grupo controle (placebo), os autores também dividiram os participantes em subgrupos. De acordo com a PS no início do estudo os grupos separam-se em: hipertensivos (PS ≥ 140 mmHg) e normotensos (PS <>
A idade de todos os participantes variou entre 18 e 70 anos e o IMC manteve-se na categoria sobrepeso/obesidade em 9 estudos (< n =" 6;" n =" 6;"> 30 kg/m2, n = 3).
"Embora os estudos tenham utilizado diferentes dosagens e nomeado o nutriente ativo do cacau de diferentes maneiras (polifenol, flavonóide, epicatequin
a, e catequina), nós estamos confiantes que eles possam ser comparáveis entre si. As diferentes variáveis (dosagem, duração, idade e IMC) não interferiram nos resultados apresentados", afirmam os autores.
Os resultados encontrados nos estudos analisados revelaram uma redução média significante de -3.2 ± 1.9 mmHg na PS e de -2.0 ± 1.3 mmHg na PD dos indivíduos que receberam cacau em comparação com o grupo controle. Com relação aos subgrupos, a redução da pressão sanguínea só foi significativa nos indivíduos com hipertensão, com média de -5.0 ± 3.0 mmHg. Nos participantes do grupo normotenso não foi observada diferença significativa entre os que consumiram cacau ou placebo (-1.6 ± 2.3 mmHg, p = 0.17). Os resultados referentes à PD foram semelhantes: os participantes do subgrupo com PD pré-hipertensiva apresentaram redução significativa de -2.7 ± 2.2 mmHg, enquanto as normotensas praticamente não manifestaram alterações (-1.3 ± 1.6 mmHg, p = 0.12).
"O efeito redutor modesto, mas significante, do cacau no grupo de pessoas hipertensas é clinicamente relevante uma vez que o declínio de 5 mmHg na PS pode reduzir o risco para doenças cardiovasculares em 20%. Este efeito também é comparável a outras mudanças do estilo de vida, como a prática de atividades físicas moderadas, que pode reduzir a PS em 4 a 9 mmHg", explicam os autores.
A inclusão dos locais dos estudos não foi uma variável avaliada nesta metanálise, mas, segundo os autores, as pesquisas futuras poderiam analisar este dado, uma vez que é possível que as características dos participantes (hábitos alimentares e genética/etnia) contribuam para sua resposta ao tratamento com cacau.
"O consumo regular de produtos ricos em cacau (como o chocolate amargo) pode ter um efeito benéfico sobre a redução da pressão sanguínea em indivíduos hipertensos a curto-prazo. Porém, é questionável se este mesmo consumo seria eficaz a longo-prazo. Os polifenóis, em particular os flavonóides, contidos nos produtos com cacau parecem aumentar a formação de óxido nítrico do endotélio, o que promove a vasodilatação e, consequentemente, pode diminuir a pressão sanguínea", concluem os autores.
Fonte: Nutritotal
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Brasil Obeso

A enquete, realizada no ano passado com 54.367 adultos das 26 capitais e do Distrito Federal, mostrou que quase metade da população está acima do peso saudável e 13,9% pode ser considerada obesa. O estudo investigou os hábitos do brasileiro, que, além de consumir poucos ALIMENTOS saudáveis, não costuma praticar atividades físicas. A mistura elevou rapidamente o ponteiro da balança: em apenas três anos, o percentual de indivíduos com sobrepeso aumentou quase 10%, enquanto que o de obesos subiu 22%.
Para o endocrinologista Alfredo Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da OBESIDADE e da Síndrome Metabólica (Abeso), os índices vão crescer ainda mais e se igualarão, em breve, aos dos Estados Unidos, onde um terço da população é obesa. "Essa prevalência vai aumentar devido ao estilo de vida, ao estresse, à falta de sono, ao consumo de GORDURAS TRANS e até por causa do ar-condicionado", diz Halpern, explicando que a falta de variação térmica é um dos fatores que levam ao acúmulo de gordura corporal. Ele destaca, além disso, a influência negativa dos disruptores endócrinos, substâncias artificiais amplamente utilizadas - da agricultura às embalagens plásticas, como copos e filmes de micro-ondas - que promovem depósitos de gordura no organismo. Além disso, o médico acredita que as pessoas estão encarando o excesso de peso com despreocupação. "De repente, virou algo natural. Mas faz mal, mata".
Estilo de vida - A nutricionista Brigitte Olichon, professora de NUTRIÇÃO da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (Fase), de Petrópolis, também associa o aumento de peso da população ao novo estilo de vida do brasileiro. "Temos cada vez maior presença da mulher no mercado de trabalho e longe dos afazeres domésticos, optando pela ALIMENTAÇÃO fácil, pronta e rápida", observa.
A endocrinologista Thalita Bittar, do Departamento de Transtorno Alimentar da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, lembra que, além da facilidade com os ALIMENTOS prontos, a modernidade suprimiu o esforço físico. "Antes, as pessoas precisavam se levantar para mudar o canal da TV, tinham de se movimentar para levantar o vidro do carro. Agora, tudo é automático".
Para Brigitte as pessoas sabem dos riscos, mas não querem abrir mão do que trazem como hábito familiar, ou daquilo que lhes dá prazer, muitas vezes do que pode ser uma demonstração de status social. Ela cita, por exemplo, o consumo excessivo de carne gordurosa, um alimento que, até pouco tempo, não estava acessível para boa parte da população. "Com a melhoria na renda da população mais pobre, um dos primeiros ALIMENTOS que entram no cardápio dessas famílias é a carne, por uma questão emocional e social (status). As pessoas mais jovens associam, também, o consumo de carnes gordas a uma melhoria na saciedade. E não construíram o hábito de comer frutas e hortaliças na infância".
O consumo desse tipo de alimento está em baixa entre os brasileiros. A Vigitel revelou que somente 30% da população tem o hábito de incluir frutas e hortaliças no cardápio cinco ou mais vezes por semana. Para a professora da Fase, o dado é preocupante. "A Organização Mundial de Saúde preconiza consumo de cinco porções diárias (cerca de 400 g) desses ALIMENTOS para diminuir os riscos de doenças crônicas, incluindo aí a OBESIDADE. Os estudos mostram que o baixo consumo de frutas e hortaliças está entre os dez principais fatores de risco associados à ocorrência dessas doenças", alerta.
A nutricionista lembra que, longe de estar bem alimentado, o brasileiro acaba sofrendo com a falta de nutrientes, mesmo acima do peso. "O sobrepeso/OBESIDADE é um excesso na ingestão de macronutrientes, importantes para energia, saúde do sistema nervoso e construção dos tecidos. Mas, muitasvezes, não vem acompanhado de uma ingestão equivalente de micronutrientes, presentes nas frutas e hortaliças. É o que alguns pesquisadores chamam de "fome oculta", deficiência que é silenciosa e leva ao mau funcionamento do organismo, culminando nas doenças crônicas. Uma ALIMENTAÇÃO saudável está equilibrada em três pontos: macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), micronutrientes (vitaminas e minerais) e água".
Fonte: CFN
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Novas pesquisas mostram a importância da vitamina K na coagulação
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terça-feira, 6 de julho de 2010

Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a OBESIDADE e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.
Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em ALIMENTOS salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).
"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da ALIMENTAÇÃO, mas não é a única."
O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal.
Fonte: CFN
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Desnutrição infantil cai 62% em cinco anos

A taxa de crianças desnutridas no Brasil caiu 62% em cinco anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2003 – quando o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional começou a verificar esses índices mais de perto –, as crianças menores de cinco anos com baixo peso representavam 12,5% da população nessa faixa etária. Em 2008, o número caiu para 4,8%.
O déficit de altura por idade também diminuiu: baixou de 20% para 14% no mesmo período. A análise do ministério é feita com base nos usuários atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O monitoramento anual das crianças com até dez anos de idade faz parte da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), que completa uma década este ano. Atualmente, 4,5 milhões são acompanhadas pelo SUS.
Apesar da queda, os dados mostram que a situação ainda é preocupante em algumas regiões. O Norte e o Nordeste apresentam os índices mais altos de desnutrição, mesmo com a queda maior tendo ocorrido em estados das duas regiões.
“Por trás das médias, ainda se escondem realidades especificas.Precisamos trabalhar melhor com as populações mais vulneráveis, que não tinham vínculos com o serviço de saúde. O nosso gargalo ainda é a região Norte. Temos de o sistema às dificuldades de acesso às comunidades e, nos grandes municípios, temos de traçar estratégias diferenciadas como nas áreas que sofrem com a violência”, ressalta Eduardo Augusto Nilson, da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
A região Norte tinha, em 2003, uma taxa acima de 14% de desnutrição infantil e o Nordeste, entre 11% e 14%, variando de acordo com o estado. Em 2008, ambas passaram para a faixa entre 5% e 8%. Quanto à baixa estatura, as taxas caíram de 34,5% para uma faixa entre 18,5% e 26% no Norte. E no Nordeste, de 34,5% para a faixa que varia entre 11% e 18,5%.
Ações O ministério atribui a redução dos índices de desnutrição da população infantil a algumas políticas adotadas em todos os estados. A partir da análise das carências nutricionais feitas pelas equipes de saúde, são distribuídos aos pacientes xaropes e comprimidos de sulfato ferroso, vitamina A e ácido fólico (para as gestantes).
Eduardo defende que a expansão do Programa Saúde da Família foi essencial para melhorar os resultados. As equipes que acompanhavam 31,3% dos habitantes da região Norte (4,2 milhões de pessoas), em 2003, hoje acompanham 50,8%, (7,7 milhões de cidadãos). No Nordeste, a cobertura era de 50,5% em 2003 e passou para 71,6% em 2010. O atendimento saltou de 24,6 milhões para 38 milhões de habitantes nesse período.
“Estamos vivendo uma transição nutricional. Ainda vivenciamos a desnutrição e, ao mesmo tempo, o excesso de peso da população tem aumentado. Isso mostra que precisamos manter as ações e reforçar o combate à obesidade”, afirma.
Fonte: CRN2
terça-feira, 22 de junho de 2010
Plano de Segurança Alimentar e Nutricional deve ser assinado em agosto
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Intervenção nutricional na infância e adolescência: um passo rumo ao futuro

Em umas conferências do CONBRAN 2010, mais um dado preocupante foi levantado: as doenças não transmissíveis (DNT) matam mais do que as doenças transmissíveis (DT) no Brasil. Isso se deve há diversas questões epidemiológicas e é preciso, para reverter esse quadro, uma mudança radical de hábitos de vida, especialmente através de uma alimentação saudável e da prática permanente de atividades físicas. Hábitos simples podem ajudar a reduzir sensivelmente esse quadro.
Um fator que contribui para o significativo aumento do número de obesos e para o risco das DNT é o fenômeno da globalização. Esse fenômeno interfere diretamente na realidade dos cidadãos, pois, através da constante e intensa troca de informações, a população adquire novos hábitos de forma muito rápida, muito em função da disseminação rápida de hábitos e novas manias. Especificamente nos casos de obesidade infantil, há um estudo que comprova que a origem da obesidade e de hábitos alimentares inadequados, bem como sua manutenção, se deve à influência da família e da televisão na mesma medida. A maior prevalência dos índices de obesidade se dá nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, especialmente nas áreas urbanas.
Para modificar essa realidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou como meta a redução de 2% das taxas até o ano de 2015. Esse compromisso é mundial. E, para que essa redução seja efetivada, estão previstas campanhas que valorizem o uso de alimentos regionais, campanhas para a prática de saúde, incentivo ao consumo de frutas, verduras, e legumes, e a promoção da alimentação saudável nas escolas.
Outro dado interessante apresentado na conferência diz respeito à diferença nos índices de obesidade nas escolas públicas e privadas. Nas escolas públicas o índice de crianças obesas é de 2%. Já nas escolas privadas, esse índice sobe para 7,5%. A isso, somam-se outras situações que precisam ser revistas: a ingestão de sal, muito alta especialmente na infância e na adolescência; o consumo excessivo de sódio por crianças e adolescentes; a carência no consumo de consumo de cálcio por essa mesma população.
Entre os desafios apresentados, citamos a seguir alguns: conciliar o consumo de produtos naturais e de produtos industrializados; diminuição diminuir o consumo de sal e sódio; incentivar a prática de atividades físicas; criar hábitos alimentares que incluem alimentos naturais e diversificados diariamente.
Fonte: Boletim Informativo CRN2
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Temperar a carne com alecrim pode reduzir seu potencial cancerígeno

Acrescentar alguns temperos, como o alecrim e o açafrão, antes de preparar carnes vermelhas pode ajudar a reduzir os riscos de câncer associados ao consumo desses alimentos, segundo estudo da Universidade do Estado do Kansas, nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, temperos como a cúrcuma têm grande quantidade de antioxidantes que ajudam a prevenir a formação de aminas heterocíclicas - compostos cancerígenos que são produzidos quando as carnes são grelhadas, assadas ou fritas.
Em testes em laboratório, os cientistas observaram que a cúrcuma, o alecrim e um tempero chinês retirado de um tubérculo parecido com o gengibre (fingerroot) reduziam em mais de 40% a produção dessas aminas, reduzindo significativamente os riscos associados ao composto, incluindo de câncer colorretal, de estômago, de pulmão, pancreático, de mama e de próstata. E o maior efeito protetor contra a produção dessa amina foi observado no alecrim.
“As carnes de boi assadas tendem a desenvolver mais HCA (aminas heterocíclicas) do que outros tipos de carnes assadas, como porco e frango”, destacou o pesquisador J. Scott Smith. Entretanto, de acordo com o especialista, se os consumidores usarem temperos como o alecrim no preparo dos bifes, pode inibir de 61% a 79% a ação do composto associado ao câncer, principalmente em altas temperaturas, quando aumenta a produção do HCA.
Os pesquisadores planejam, agora, a realização de mais pesquisas para avaliar quais “marinados” e pós podem também reduzir a produção das aminas heterocíclicas. E outras pesquisas devem ser realizadas para confirmar se as carnes marinadas com ervas e pimentas podem efetivamente ser de menor potencial cancerígeno.
Fonte: Food Safety Consortium. 18 de maio de 2010.

