segunda-feira, 5 de julho de 2010

Desnutrição infantil cai 62% em cinco anos


A taxa de crianças desnutridas no Brasil caiu 62% em cinco anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2003 – quando o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional começou a verificar esses índices mais de perto –, as crianças menores de cinco anos com baixo peso representavam 12,5% da população nessa faixa etária. Em 2008, o número caiu para 4,8%.


O déficit de altura por idade também diminuiu: baixou de 20% para 14% no mesmo período. A análise do ministério é feita com base nos usuários atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O monitoramento anual das crianças com até dez anos de idade faz parte da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), que completa uma década este ano. Atualmente, 4,5 milhões são acompanhadas pelo SUS.

Apesar da queda, os dados mostram que a situação ainda é preocupante em algumas regiões. O Norte e o Nordeste apresentam os índices mais altos de desnutrição, mesmo com a queda maior tendo ocorrido em estados das duas regiões.

“Por trás das médias, ainda se escondem realidades especificas.Precisamos trabalhar melhor com as populações mais vulneráveis, que não tinham vínculos com o serviço de saúde. O nosso gargalo ainda é a região Norte. Temos de o sistema às dificuldades de acesso às comunidades e, nos grandes municípios, temos de traçar estratégias diferenciadas como nas áreas que sofrem com a violência”, ressalta Eduardo Augusto Nilson, da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

A região Norte tinha, em 2003, uma taxa acima de 14% de desnutrição infantil e o Nordeste, entre 11% e 14%, variando de acordo com o estado. Em 2008, ambas passaram para a faixa entre 5% e 8%. Quanto à baixa estatura, as taxas caíram de 34,5% para uma faixa entre 18,5% e 26% no Norte. E no Nordeste, de 34,5% para a faixa que varia entre 11% e 18,5%.

Ações O ministério atribui a redução dos índices de desnutrição da população infantil a algumas políticas adotadas em todos os estados. A partir da análise das carências nutricionais feitas pelas equipes de saúde, são distribuídos aos pacientes xaropes e comprimidos de sulfato ferroso, vitamina A e ácido fólico (para as gestantes).

Eduardo defende que a expansão do Programa Saúde da Família foi essencial para melhorar os resultados. As equipes que acompanhavam 31,3% dos habitantes da região Norte (4,2 milhões de pessoas), em 2003, hoje acompanham 50,8%, (7,7 milhões de cidadãos). No Nordeste, a cobertura era de 50,5% em 2003 e passou para 71,6% em 2010. O atendimento saltou de 24,6 milhões para 38 milhões de habitantes nesse período.

“Estamos vivendo uma transição nutricional. Ainda vivenciamos a desnutrição e, ao mesmo tempo, o excesso de peso da população tem aumentado. Isso mostra que precisamos manter as ações e reforçar o combate à obesidade”, afirma.

Fonte: CRN2

terça-feira, 22 de junho de 2010

Plano de Segurança Alimentar e Nutricional deve ser assinado em agosto

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve assinar, em agosto, o decreto que cria o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O anúncio foi feito hoje, 22, pelo secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Crispim Moreira.


“O decreto irá definir papéis dos três entes da federação na gestão dos programas, vai instituir o Plano Nacional de Segurança Alimentar que conterá conjuntos de metas e ações para os diversos ministérios e apontar formas de financiamento dos programas”, afirmou Moreira durante o 1º Colóquio sobre Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil e na América Latina


O representante regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, disse que as legislações sobre segurança alimentar na América Latina e Caribe são muito recentes. “Apenas o Brasil tem leis que não sejam federais”, destacou, salientando a importância de se trabalhar a questão de forma regional.


O resultado do colóquio embasará um documento que será levado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico à 3ª Mesa da Sociedade Civil Brasil e União Europeia que acontecerá em setembro, em Antuérpia, na Bélgica. Pela primeira vez, o tema segurança alimentar será discutido no conselho que reúne representantes da sociedade civil de 25 países europeus.

Fonte: Portal do Gaz

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Intervenção nutricional na infância e adolescência: um passo rumo ao futuro


Em umas conferências do CONBRAN 2010, mais um dado preocupante foi levantado: as doenças não transmissíveis (DNT) matam mais do que as doenças transmissíveis (DT) no Brasil. Isso se deve há diversas questões epidemiológicas e é preciso, para reverter esse quadro, uma mudança radical de hábitos de vida, especialmente através de uma alimentação saudável e da prática permanente de atividades físicas. Hábitos simples podem ajudar a reduzir sensivelmente esse quadro.


Um fator que contribui para o significativo aumento do número de obesos e para o risco das DNT é o fenômeno da globalização. Esse fenômeno interfere diretamente na realidade dos cidadãos, pois, através da constante e intensa troca de informações, a população adquire novos hábitos de forma muito rápida, muito em função da disseminação rápida de hábitos e novas manias. Especificamente nos casos de obesidade infantil, há um estudo que comprova que a origem da obesidade e de hábitos alimentares inadequados, bem como sua manutenção, se deve à influência da família e da televisão na mesma medida. A maior prevalência dos índices de obesidade se dá nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, especialmente nas áreas urbanas.


Para modificar essa realidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou como meta a redução de 2% das taxas até o ano de 2015. Esse compromisso é mundial. E, para que essa redução seja efetivada, estão previstas campanhas que valorizem o uso de alimentos regionais, campanhas para a prática de saúde, incentivo ao consumo de frutas, verduras, e legumes, e a promoção da alimentação saudável nas escolas.


Se estas ações forem ratificadas, as crianças e adolescentes terão seus hábitos criados de forma saudável, evitando doenças como obesidade, hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, AVCs, entre outros. Com esses hábitos consolidados, nem mesmo propagandas poderão desfazer a rotina saudável das crianças. A maior prevalência nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, especialmente nas áreas urbanas.


Outro dado interessante apresentado na conferência diz respeito à diferença nos índices de obesidade nas escolas públicas e privadas. Nas escolas públicas o índice de crianças obesas é de 2%. Já nas escolas privadas, esse índice sobe para 7,5%. A isso, somam-se outras situações que precisam ser revistas: a ingestão de sal, muito alta especialmente na infância e na adolescência; o consumo excessivo de sódio por crianças e adolescentes; a carência no consumo de consumo de cálcio por essa mesma população.


Entre os desafios apresentados, citamos a seguir alguns: conciliar o consumo de produtos naturais e de produtos industrializados; diminuição diminuir o consumo de sal e sódio; incentivar a prática de atividades físicas; criar hábitos alimentares que incluem alimentos naturais e diversificados diariamente.

Fonte: Boletim Informativo CRN2

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Temperar a carne com alecrim pode reduzir seu potencial cancerígeno



Acrescentar alguns temperos, como o alecrim e o açafrão, antes de preparar carnes vermelhas pode ajudar a reduzir os riscos de câncer associados ao consumo desses alimentos, segundo estudo da Universidade do Estado do Kansas, nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, temperos como a cúrcuma têm grande quantidade de antioxidantes que ajudam a prevenir a formação de aminas heterocíclicas - compostos cancerígenos que são produzidos quando as carnes são grelhadas, assadas ou fritas.

Em testes em laboratório, os cientistas observaram que a cúrcuma, o alecrim e um tempero chinês retirado de um tubérculo parecido com o gengibre (fingerroot) reduziam em mais de 40% a produção dessas aminas, reduzindo significativamente os riscos associados ao composto, incluindo de câncer colorretal, de estômago, de pulmão, pancreático, de mama e de próstata. E o maior efeito protetor contra a produção dessa amina foi observado no alecrim.


“As carnes de boi assadas tendem a desenvolver mais HCA (aminas heterocíclicas) do que outros tipos de carnes assadas, como porco e frango”, destacou o pesquisador J. Scott Smith. Entretanto, de acordo com o especialista, se os consumidores usarem temperos como o alecrim no preparo dos bifes, pode inibir de 61% a 79% a ação do composto associado ao câncer, principalmente em altas temperaturas, quando aumenta a produção do HCA.


Os pesquisadores planejam, agora, a realização de mais pesquisas para avaliar quais “marinados” e pós podem também reduzir a produção das aminas heterocíclicas. E outras pesquisas devem ser realizadas para confirmar se as carnes marinadas com ervas e pimentas podem efetivamente ser de menor potencial cancerígeno.


Fonte: Food Safety Consortium. 18 de maio de 2010.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Colesterol e suas frações


As dislipidemias são anormalidades do colesterol total e suas frações.O colesterol total é composto de 3 frações: LDL colesterol (colesterol "ruim", que favorece o depósito de gordura nas artérias), HDL colesterol (colesterol "bom", que evita o depósito de gordura nas artérias) e os triglicerídeos.


Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre as dislipidemias:


1-Nos dias atuais – onde predominam o sedentarismo; alimentação rica e abundante em gordura e açúcar livre; a obesidade; o estresse; e o tabagismo – os estudos têm mostrado que as placas de gordura nas artérias (aterosclerose) começam muito cedo. A estimativa é a de que, aos 20 anos, cerca de 20% das pessoas estarão afetadas de alguma forma. Assim, os eventos finais deste processo, infarto do miocárdio e derrame cerebral, são as maiores causas de mortalidade.


2-O risco de aterosclerose coronariana aumenta, significativamente, em pessoas com níveis de colesterol total e LDL colesterol (colesterol "ruim") acima dos patamares da normalidade. Para o colesterol HDL (colesterol "bom"), a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco.


3-Níveis de colesterol HDL maiores do que 60 mg/dL caracterizam um fator protetor. Já os níveis de triglicérides maiores do que 150 mg/dL elevam o risco de doença aterosclerótica coronariana (obstrução das artérias do coração por placas de gordura).


4-Algumas formas de dislipidemia, como a elevação excessiva dos triglicerídeos, também podem predispor à pancreatite aguda (inflamação aguda do pâncreas).


5-Existem as dislipidemias primárias e as secundárias. As primárias são de causa genética.


6-As dislipidemias secundárias podem ser provenientes de outros quadros patológicos, como o diabetes, hipotireoidismo e insuficiência renal crônica, mas também podem ser originadas por medicamentos: diuréticos, betabloqueadores e corticosteróides.Outras situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes também poderão ocasionar as dislipidemias secundárias.


7-O diagnóstico das dislipidemias é feito, laboratorialmente, medindo-se os níveis plasmáticos de colesterol total, LDL, HDL e triglicérideos.É necessário um jejum de 12 até 14 horas para realizar o exame.


8-A obesidade tem influência significativa no metabolismo das gorduras e deve ser encarada como importante fator na sua interpretação e tratamento.


9-Pessoas com diabetes tipo 2 têm maior prevalência de alterações do metabolismo dos lipídios. Assim, o tratamento da dislipidemia nesses pacientes pode reduzir a incidência de eventos coronários fatais, entre outras manifetações de morbimortalidade cardiovascular.Em geral, todo diabético deve tomar uma medicação para combater o colesterol, chamada de vastatina.


10-Uma dieta hipocalórica, pobre em gorduras saturadas e colesterol, é fundamental para o tratamento da dislipidemia. A atividade física moderada, realizada durante 30 minutos, pelo menos quatro vezes por semana, auxilia na perda de peso e na redução dos níveis de colesterol e triglicérides. Mesmo assim, em grande parte dos casos, será necessário a administração de medicamentos.


Fonte: SBEM-Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Multimistura

O CFN divulgou hoje, em seu site, um parecer sobre a Multimistura. Segundo o órgão, a multimistura não recupera significativamente o estado nutricional de crianças desnutridas.

Para acessar o documento na íntegra, acesse o link: www.cfn.org.br/novosite/arquivos/Nota_Tecnica_Multimistura.pdf

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Consenso de Obesidade


Saiu o novo Consenso de Obesidade da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Super bom!!!

Segue o link: www.abeso.org.br/pdf/diretrizes_brasileiras_obesidade_2009_2010_1.pdf

sábado, 22 de maio de 2010

Boas práticas

Manual publicado pelo Sebrae, sobre a aplicação de normas de boas práticas de higiene para o manuseio de alimentos.

O link: www.nutritotal.com.br/publicacoes/?acao=bu&id=1219&categoria=7

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Plantas medicinais

Muito bom o manual que consta no site Nutritotal sobre plantas medicinais, com doses seguras, indicações, etc.

O link: www.nutritotal.com.br/tabelas/?acao=bu&id=118&categoria=2

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Consumo de frutas no país é baixo


Embora seja um grande produtor mundial de frutas e hortaliças, com grande abundância de variedades nas diferentes regiões do país, o brasileiro ainda é um péssimo consumidor destes alimentos, priorizando outros de inferior valor nutricional, tais como biscoitos, salgadinhos e refrigerantes.


O resultado deste hábito é o crescente número de obesos, com aumento do risco de diversas doenças relacionadas ao excesso de peso e sedentarismo, como as cardiovasculares.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário mínimo para um adulto deve ser de cinco porções, ou 400 gramas de frutas e legumes. No Brasil, a ingestão não chega a um terço destes valores. Segundo a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,3% das calorias totais ingeridas pela população.


No estudo, da amostra de cerca de 10 mil famílias, foram levantadas informações sobre o perfil de consumo e os determinantes do não-consumo. Segundo os pesquisadores, um dos motivos para o não consumo destes artigos é o preço dos alimentos. A falta de hábito e de tempo para o preparo também pesou na hora da escolha.


Um novo estudo sobre o tema já está sendo finalizado, e os valores não são nada animadores. Parece que o triste cenário encontrado nas últimas três décadas do século 20, em que houve um declínio no consumo de alimentos básicos, tais como cereais, frutas e hortaliças na cidade de São Paulo, deve se manter.


Diante deste futuro sombrio, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com outras instituições, desenvolve, desde 2007, um projeto para subsidiar ações em comunidades atendidas pelo Programa de Saúde da Família (PSF), para incentivar a população a consumir mais frutas, legumes e verduras.


O grupo elaborou, por exemplo, uma série de livretos e cartilhas, disponíveis gratuitamente no site da Embrapa, para incentivar o consumo de vegetais, com recomendações nutricionais, quantidades a serem ingeridas e dicas de receitas. O material é também voltado a profissionais das áreas de nutrição e educação, pois oferece sugestões de como trabalhar o tema para estimular a alimentação saudável.


Os textos seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e orientam, entre outros aspectos, sobre o consumo de sal, gordura e açúcar, bem como alertam para a importância da prática regular de atividade física.

Fonte: Nutritotal