quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Contaminação cruzada


Há algumas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre o risco de contaminação cruzada de alimentos, que acontece quando o mesmo objeto – utensílios e equipamentos – é utilizado em alimentos crus e, em seguida, nos cozidos, ou até mesmo pela manipulação. De acordo com dr. Wilson Roberto Catapani, professor titular da disciplina de gastroenterologia da Faculdade de Medicina do ABC, o risco não é apenas atual, mas recorrente e está presente em qualquer lugar.


“O importante é ter sempre cuidado na manipulação de alimentos crus. Para eliminação das bactérias, é preciso submetê-los ao cozimento em temperaturas acima de 70ºC, além de lavar todos os alimentos muito bem. O grande potencial de contaminação está nos frutos do mar e no ovo cru, assim como seus derivados, por exemplo, a maionese”, explica dr. Wilson.


Estes alimentos citados pelo médico gastroenterologista são responsáveis por 34,5% dos episódios de doenças originadas de alimentos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Um desses males, a intoxicação alimentar, se manifesta de formas diferentes, conforme o estado de saúde do paciente. Se o indivíduo possui alguma doença de base ou não, e a faixa etária são algumas das variáveis. Nos casos dos mais debilitados e com idade avançada, o quadro se agrava significativamente, com risco de óbito.


O processo de contaminação ocorre pela transferência de microrganismos, presentes em carnes cruas e vegetais não lavados, para os alimentos cozidos. Em 2009, a Anvisa determinou que o rótulo dos ovos deve conter declarações como “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde” e “Manter os ovos preferencialmente refrigerados”. Carnes e miúdos de aves têm informações semelhantes em sua rotulagem.


Como evitar contaminação cruzada

- Separar carnes e peixes crus de outros alimentos

- Manipular alimentos crus e cozidos utilizando equipamentos e utensílios, como facas ou tábuas de corte, independentes

- Guardar os alimentos em embalagens ou recipientes fechados para evitar o contato entre crus e cozidos

- Lavar bem os utensílios e as mãos após a manipulação de alimentos crus

- Guardar na geladeira os alimentos cozidos, mesmo que ainda estejam quentes.

Fonte: Nutritotal

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sedentarismo e maus hábitos alimentares

Com previsão de ser finalizado ainda este ano, um estudo realizado por acadêmicos da Faculdade de Enfermagem (FE) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) revela dados alarmantes sobre os alunos daquela instituição que podem espelhar a má alimentação dos jovens nos dias de hoje.


Segundo o estudo, apenas 50% dos alunos almoçam durante a semana. Ainda assim, muitas destas refeições são substituídas por um lanche. Outros pontos identificados foram o alto índice de sedentarismo (74%) e grande quantidade de pessoas que acrescentam sal nos alimentos já preparados (35,48%).


A “Análise dos Hábitos Alimentares dos Discentes da Faculdade de Enfermagem da Uerj”, de autoria de Diana da Silva Marinho, foi realizada com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), e orientação da doutora e professora Lina Márcia Miguéis Berardinelle, do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica (DEMC) da FE da Uerj.


O estudo

Foram avaliados 124 estudantes em um período de três meses, observando-se a frequência, a substituição e o tipo de alimentação, além das interferências destes hábitos na saúde.


A pesquisa partiu do princípio de que por meio de uma alimentação balanceada temos os nutrientes necessários para desenvolver resistência aos riscos a que somos expostos no meio ambiente, assim como às agressões hereditárias.


Apesar de mostrar um perfil ainda distante do ideal, o estudo observou ao menos um ponto positivo: apenas 3,2% dos alunos são fumantes. De acordo com as autoras, isso pode ser resultado das recentes campanhas antitabagismo.


A popularidade dos regimes alimentares também pode ser observada neste estudo. Quase 84% das respostas foram afirmativas para a realização de dietas, sendo 24% com restrição de gorduras.


Com base nestas e em outras informações coletadas, as pesquisadoras concluíram que o estudo enquadra-se nas projeções feitas pela Organização Mundial da Saúde em análise da estratégia Global para alimentação, atividade física e saúde.


O documento indica um crescimento epidêmico de doenças cardiovasculares, neoplasias e diabetes tipo 2 na maioria dos países em desenvolvimento. Um dos principais fatores que explicam esta tendência é a alimentação predominante nesses países, que tem levado ao aumento expressivo da obesidade.


Conclusões

A conclusão, no entanto, não é nada animadora. Os hábitos identificados como frequentes entre os estudantes são danosos e, somados ao histórico familiar, ampliam os riscos para o adoecimento precoce e o desenvolvimento de distúrbios cardiovasculares.


O motivo apresentado pelas pesquisadoras para essa rotina inadequada vivida pela maior parte dos estudantes é a falta de conhecimento sobre o próprio corpo. Por se tratar de indivíduos que estão entrando na fase adulta, os pesquisados ainda têm muitas dúvidas acerca de como se manterem saudáveis.


Observando as influências do mundo globalizado sobre todas as situações durante a vida, o estudo é um alerta para a importância dos programas globais para a melhoria do estilo de vida da população, não apenas focando a dieta e o controle do peso.

Fonte: Nutritotal

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Beber café faz bem


Embora existam mitos em relação à bebida e ao coração, ela não parece elevar o risco de doenças cardiovasculares, pois o consumo de três a quatro xícaras diárias, por um grupo de 27 voluntários, não mostrou aumento da pressão arterial.

Hoje não há mais razão para as pessoas temerem o cafezinho, nem mesmo as crianças. Algumas substâncias ajudam na concentração e melhoram a memória, por isso a preparação é bem-vinda para quem está na escola.

Um trabalho recém-concluído na Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, revela que, na massa cinzenta, a cafeína reduz os níveis de uma proteína chamada betaamilóide, que, em concentrações elevadas, seria um dos principais estopins para o Alzheimer.

O café merece lugar de destaque no seleto rol dos alimentos funcionais. E qual seria o motivo? É que, além de oferecer nutrientes, ele contém substâncias capazes de reduzir o risco de doenças.

Ele contém vários compostos fenólicos, e um dos destaques é o já mencionado ácido clorogênico, mas existem ainda o ácido cafeico, o ácido ferúlico e o ácido p-cumárico.Todos eles têm ação antioxidante.

Quanto menor a torra, maior o número de compostos fenólicos e de nutrientes encontrados na bebida. Os grãos menos torrados também resultam em bebidas mais aromáticas. Aliás, a bebida não precisa ser totalmente negra para ser de boa qualidade, muito pelo contrário. Os cafés mais escuros costumam acumular cinzas. E, para piorar, o gosto não fica dos melhores, o que leva o consumidor a lotar a xícara com açúcar ou adoçante.

A maioria dos especialistas sugere que a quantidade ideal é até 600 mililitros, o que corresponde a três ou quatro xícaras por dia. Mas para os fãs do cafezinho não existe dose certa. Jamais deve haver excessos. Para aqueles que têm dor de estômago, insônia ou palpitação, o melhor é ir com parcimônia.

Fonte: Revista Saúde (novembro de 2009)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Adoçantes na gestação

Atualmente, mulheres de diversas idades tem o hábito de substituir o açúcar pelo adoçante. Durante a gestação, a escolha do adoçante deve ser feita de maneira cuidadosa, pois determinadas substâncias utilizadas em sua formulação podem ser prejudiciais neste período.

É essencial que a gestante receba orientação adequada do obstreta ou NUTRICIONISTA sobre a utilização dessas substâncias.


O que são os adoçantes?

São substitutos naturais ou artificiais do açúcar que conferem sabor doce com menor número de calorias por grama de um alimento. São compostos por substâncias edulcorantes, - que possuem a capacidade de adoçar muito em pequenas concentrações.


Adoçantes mais utilizados, seus possíveis riscos à gestante e o feto e quantidades recomendadas:

Sacarina

Apesar de cruzar a barreira placentária de forma limitada, estudos em ratos não demonstraram efeitos teratogênicos, ou seja, não são capazes de produzir danos ao feto ou embrião durante a gravidez.


Porém como existem ainda poucos estudos comprovando ou não os riscos da sacarina para fetos humanos, o uso deste adoçante deve ser evitado durante a gestação de forma preventiva. De qualquer forma, não há relatos da associação entre a exposição à sacarina durante a vida fetal e o surgimento de câncer, posteriormente.


Algumas evidências demonstram que a sacarina teria um efeito de aumento progressivo de sua concentração no leite humano, após ingestões repetidas dessa substância. Não existem recomendações oficiais quanto ao uso de sacarina durante a amamentação, porém, é prudente evitar seu uso.


A sacarina foi um dos edulcorantes que sofreu redução na recomendação de consumo pela ANVISA. Passou de 22 a 30 mg por 100ml de produto para 10 a 15mg por 100ml. O limite diário máximo recomendado é de 5mg por kilo de peso.


Ciclamato

Suspeita-se que o ciclamato possa causar efeitos citogenéticos (na constituição genética da célula) sobre linfócitos humanos. Porém, até hoje não existem relatos de malformações e problemas comportamentais nos fetos expostos ao ciclamato.


O ciclamato também teve suas quantidades ateradas pela ANVISA. Diminuiu de 97 a 130mg para 40 a 56mg por 100ml de produto. O limite diário máximo ficou em 11mg/kilo de peso.

Aspartame

Segundo estudos da atualidade, a ingestão de produtos que contenham aspartame durante a gestação é considerada segura, desde que não haja excesso no consumo. No entanto, poucos estudos têm avaliado este tema e a maioria dos profissionais da saúde opta por restringir o aspartame na gestação.


Após sua ingestão, o aspartame se decompõe no intestino em metanol, aspartato e fenilalanina, então inclusive durante a gravidez, indivíduos com fenilcetonúria devem evitar seu consumo.


Metanol e ácido aspártico não são considerados tóxicos para o feto, nas doses consumidas por humanos.


Para aspartame, os limites da ANVISA mantiveram-se os mesmos, de 56 a 75mg por 100ml de produto, e o limite diário máximo continua 40mg/kilo de peso.


Sucralose

Assim como o aspartame, a sucralose pode provocar crises de enxaqueca em pacientes propensos. A sucralose não apresenta riscos carcinogênicos, neurológicos ou reprodutivos para os seres humanos, segundo estudos recentes. Não existem dados disponíveis de recomendações para uso durante a gestação ou lactação.


Acessulfame-K

Segundo evidências recentes, o acessulfame-k não é considerado tóxico, carcinogênico ou mutagênico em ani mais. Não existem estudos controlados em humanos nem dados sobre o uso desse adoçante durante a lactação.


O limite de uso manteve-se inalterado segundo a ANVISA, de 26 a 35mg por 100ml. O limite diário recomendado é de 15mg por quilo de peso.

Estévia

Estudos em animais e humanos indicam que esse adoçante possui propriedades anti-hiperten sivas, reduz a glicemia pós-prandial de pacientes com diabetes tipo 2 e pode modificar o resultado de testes de tolerância à glicose, reduzindo significativamente os níveis de glicemia. Portanto, a estévia deve ser evitada antes da realização de exames de rastreamento ou diagnóstico de diabetes durante a gestação.


Em animais, não produziu efeitos adversos sobre a gestação. Não foi oficialmente classificado pela FDA quanto à possíveis riscos na gravidez, e também não existem dados disponíveis sobre seu uso durante a lactação.


Considerações sobre o uso de adoçante na gravidez

De uma forma geral, o uso de adoçantes durante a gestação deve ser reservado para pacientes que precisam controlar o seu ganho de peso e para diabéticas.


A melhor conduta durante esse período é evitar o uso dos adoçantes em produtos industrializados e evitar adicionar adoçante às bebidas, afinal como os estudos ainda são muito recentes e inconclusivos, sendo a prevenção ainda é a melhor opção. Se for necessário o uso de adoçantes, o ideal é seguir as recomendações de consumo.


A Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou recentememente algumas modificações e limitações no uso de edulcorantes para a população em geral, já que alguns estudos mostravam o efeito negativo de alguns tipos de adoçantes para a saúde. Para as gestantes as limitações são as mesmas.


Fonte: RG Nutri

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O mundo sem Trans

Desde que a ciência comprovou os riscos da gordura trans ao coração, seu império desmoronou, e a indústria entrou em uma corrida para podá-la dos produtos e encontrar um subtituto à altura.

Em busca de uma solução perfeita, pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo criaram um salgadinho que, em vez de trans, oferece um nutriente capaz de proteger o intestino.

O segredo é uma mudança no processo de aromatização, que dá cheiro e sabor ao produto, usando um composto não oleoso e rico em fibras, que de quebra substitui com sucesso a trans. O ingrediente é à base de inulina e oligofrutose, um tremendo prebiótico. Ou seja, estimula bactérias benéficas da flora intestinal.

O salgadinho apresenta as mesmas características dos similares encontrados no mercado. Talvez a única desvantagem seja o preço final, uma vez que as fibras são um pouco mais caras.

A gordura trans ainda está presente em metade dos produtos do mercado nacional.
Até o momento, o óleo de palma é o ingrediente que mais se destaca como substituto da trans. Mas ele tem um alto teor de gordura saturada, nutriente que também eleva o risco de doenças cardiovasculares.

Além de optar por matérias-primas mais saudáveis, há técnicas que espantam a trans, como a interesterificação. Trata-se de uma mistura entre uma gordura em estado sólido e um óleo líquido, cujo resultado é uma versão livre da substância.

Os cientistas ainda se debruçam sobre ingredientes inusitados, derivados de ácidos graxos benéficos, carboidratos e ate proteínas. A grande dificuldade é preservar a textura e o sabor das guloseimas. O futuro, ou melhor, o presente sem trans já é possível e ao menos o preço que o nosso corpo terá de pagar para desfrutar desses alimentos não será tão alto.

Fonte: Revista Saúde (novembro de 2009)

Ômega-3


Um time de especialistas franceses diz ter descoberto a quantidade ideal de ômega-3 para defender o peito.

Uma dose diária de 200 miligramas de DHA, um tipo de ácido graxo ômega-3 essencial para o bom funcionamento do cérebro, seria suficiente para afastar o fantasma de doenças cardiovasculares em homens saudáveis.

Até então as recomendações variavam demais: entre 250 e 700 miligramas.

Embora esse valor ainda não seja um consenso, é possível adotar o bom hábito de ingerir ômega-3 no dia a dia. Em torno de 40 gramas de sardinha ou 30 de truta contemplam a quantia amiga do coração.

Fonte: Revista Saúde (novembro de 2009)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Consumo de frutas e hortaliças no Brasil

Em artigo publicado na Revista de Saúde Pública, objetivou estimar a frequência do consumo de frutas e hortaliças e os fatores associados.

Foram avaliados 54369 indivíduos com idade maior de 18 anos, residentes nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Menos da metade dos indivíduos consumiu frutas (44,1%) ou hortaliças (43,8%) em cinco ou mais dias por semana, e menos de um quarto (23,9%) referiu o consumo regular de frutas e hortaliças em conjunto. O consumo adequado, ou seja, em cinco ou mais vezes por dia foi referido por 7,3% dos entrevistados.
O consumo regular de frutas e hortaliças variou bastante entre as regiões do País, sendo maior nas capitais da região Sul (36,5%) e menor nas capitais da região Norte (11,9%).

A frequência de consumo foi maior entre as mulheres (29,2% versus 17,8% nos homens), aumentou com a idade, e foi significativamente maior entre os indivíduos com idade maior ou igual a 65 anos em relação aos jovens com 18 a 24 anos. O aumento na frequência de consumo mostrou-se diretamente associado com a escolaridade.

Concluiu-se que são necessárias iniciativas de promoção do consumo de frutas e hortaliças no Brasil voltadas à população geral, visto que o consumo esteve aquém das recomendações atuais. Entretanto, deve ser dada atenção especial às cidades da Região Norte e Nordeste, aos indivíduos jovens, ao sexo masculino e aos estratos populacionais com baixa escolaridade.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Hormônios da saciedade


Um estudo realizado na Grécia sugere que comer uma refeição rapidamente corta a liberação de hormônios que induzem a sensação de saciedade, o que frequentemente pode levar a comer além do necessário. A associação entre comer apressadamente e ingerir alimentos demais já era conhecida, mas esse estudo inédito traz uma explicação provável para essa relação ao mostrar que a velocidade com que uma pessoa come pode impactar na liberação dos hormônios do intestino que avisam ao cérebro que chegou a hora de parar de comer.

No estudo, os voluntários tomaram 300ml de sorvete a diferentes velocidades. Os cientistas retiraram amostras de sangue dos participantes antes e depois da refeição e descobriram que os que demoraram 30 minutos para tomar o sorvete inteiro tinham concentrações mais altas dos hormônios PYY e GLP-1 e tendiam a sentir-se mais satisfeitos do que os que acabaram antes.

Fonte: Gazeta do Sul, Viver Bem, 23 de novembro de 2009

Boas novas para os diabéticos


A culinária mediterrânea é considerada uma das mais saudáveis e tem em seus pratos grãos integrais, hortaliças, azeite, noz, peixes, frutos do mar. Pois os amantes dessa dieta tem mais um motivo para apreciá-la. De acordo com pesquisa financiada pela Segunda Universidade de Nápoles, na Itália, ela reduz a probabilidade de que recém-diagnosticados com diabetes tipo 2 precisem de tratamento à base de remédios.

Dario Giugliano e seus colegas conduziram um estudo entre janeiro de 2004 e setembro de 2008 na Clínica de Diabetes da universidade italiana. Acompanharam 215 pessoas com sobrepeso (IMC maior que 25) entre 30 e 75 anos. Todos haviam descoberto a doença recentemente, nunca tinham recebido remédios anti-hiperglicêmicos e apresentavam níveis de hemoglobina A1c (HbA1c) inferiores a 11%.

Metade dos participantes aderiu à dieta mediterrânea. O outro grupo adotou uma alimentação de baixo teor de gordura. Em ambos os casos, as mulheres estavam restritas a 1,5 mil calorias por dia, enquanto os homens podiam alcançar 1,8 mil. Todos contaram com conselhos de nutricionistas e tinham de registrar diariamente o que ingeriam.

Segundo o relatório publicado no Annals of Internal Medicine, apenas 44% dos diabéticos que provaram as iguarias mediterrâneas precisaram do auxílio medicamentoso, contra 70% dos que fizeram refeições de baixo teor de gordura. Outras vantagens da dieta mediterrânea em comparação à outra foram maior perda de peso e melhor controle de açúcar no sangue e de risco coronariano.

Apesar desse efeito benéfico, a Associação Americana de Diabetes recomenda que os pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 2 sejam tratados com a farmacoterapia, bem como com mudanças de estilo de vida.

Fonte: Gazeta do Sul, Viver Bem, 23 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Publicidade de alimentos


As crianças menores de seis anos não conseguem diferenciar conteúdo publicitário na televisão da programação de entretenimento a que assistem. Assim, essa parcela da população está mais propensa a consumir produtos anunciados, que, na muitas vezes, são ALIMENTOS não saudáveis.


As observações foram feitas pela pesquisadora do Centro de Pesquisa em ALIMENTAÇÃONUTRIÇÃO da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília ( UNB), Renata Fagundes, que participou, nesta quinta-feira (19), de audiência pública promovida pelas comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Assuntos Sociais (CAS).


Renata Fagundes informou que, de acordo com estudo realizado pelo centro de pesquisa de 2006 a 2008, quase 70% das peças publicitárias veiculadas em canais de televisão abertos e pagos são direcionadas ao público infantil. A pesquisa também mostrou que 96,7% da propaganda de comida divulgam ALIMENTOS não saudáveis.


A pesquisadora disse que as estratégias de marketing utilizam apelos emocionais - como brindes lúdicos, círculo de amizades e lazer - para aumentar o consumo de ALIMENTOS com alto teor de gordura, açúcar ou sal. Em algumas estratégias, destacou, o consumo do produto é estimulado pela oferta de brindes colecionáveis.


- A criança não começa a consumir o produto pelo produto em si, mas pela estratégia de marketing em que ele é veiculado. E a grande maioria é de produtos não saudáveis - ressaltou.

Abuso

Na avaliação da coordenadora do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, Isabella Vieira Machado Henriques, a publicidade direcionada ao público menor de 12 anos é abusiva, uma vez que explora a vulnerabilidade infantil. Ela informou que, em alguns países, a veiculação de ALIMENTOS relacionados como causadores de doenças como OBESIDADE e diabetes é controlada. Na Inglaterra, por exemplo, é proibida qualquer propaganda de ALIMENTOS com alto teor de gordura, açúcar ou sal, destinada ao público menor de 16 anos. Já na Noruega é proibida qualquer publicidade desses produtos.


Isabella Henriques informou que 30% das crianças brasileiras estão com sobrepeso e 15% são obesas. Em sua opinião, o número de obesos no país poderia diminuir de 15% a 30% caso a publicidade desses ALIMENTOS não saudáveis fosse banida da televisão. Ela destacou que o Brasil superou em grande parte o problema da desnutrição infantil e, atualmente, enfrenta a OBESIDADE, que causa outras doenças graves.

Fonte: CFN