sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Melhor idade: atenção redobrada com a alimentação


Comemorado no último 1° de outubro, o Dia do Idoso deve servir não apenas para nos lembrar do respeito e admiração que devemos ter com nossos familiares e amigos, mas também dos cuidados que esta parcela da população deve ter com a nutrição e estilo de vida.


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta população, só no Brasil, é formada por 14,5 milhões de pessoas, e não para de crescer. Até 2025, seremos o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. Ao contrário do que muitos possam pensar, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 62,4% deles são responsáveis pelos domicílios.


Mais um motivo para ter atenção redobrada com a saúde. Infelizmente, não é o que acontece. Na contramão destas estatísticas está a constatação da Secretaria de Saúde de São Paulo: mais da metade dos idosos no Estado está com sobrepeso.


A informação é fruto de uma pesquisa feita entre 2007 e 2008, que avaliou 5.957 pacientes acima dos 60 anos que passaram por atendimento no Sistema Único de Saúde. Destes, 52% estavam acima do peso. Entre as mulheres o fato é ainda mais grave: são 55,9% acima do peso contra 44,6% dos homens.


Estes números podem ser explicados, segundo os pesquisadores, pelo sedentarismo, problemas hormonais e má alimentação. Como consequência, estes indivíduos acabam mais vulneráveis a hipertensão arterial, acidente vascular cerebral (AVC), infarto, incapacidade de movimentação, diabetes, entre outros problemas.


Outro problema frequente entre os indivíduos de mais idade, que contribui para os distúrbios alimentares, é a alteração do paladar, que com o passar dos anos fica menos aguçado. Segundo especialistas do Grupo de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, isso faz com que os idosos percam a vontade de se alimentar corretamente, aumentando a carência de determinados nutrientes e vitaminas no organismo e levando à desnutrição.


Estratégias como ter uma boa higiene oral, evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a conservar a sensibilidade do paladar ao longo dos anos, prolongando a vida com qualidade.


Para isso, são também fundamentais a prática regular de atividade física, alimentação saudável e procurar um médico regularmente para avaliações de rotina.

Fonte: Nutritotal

16 de outubro é Dia Mundial da Alimentação


Em 16 de outubro comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. Para muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, é tempo de avaliar e buscar meios para a erradicação da fome e da pobreza. O problema vem se agravando.


Para se ter uma ideia, o número de famintos teve um incremento recente de 105 milhões, passando a alcançar 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).


Para combater a fome, a FAO prevê a necessidade de aumentar a produção alimentícia em 70%, a fim de alimentar os cerca de 2,3 bilhões de pessoas a mais que teremos no mundo até 2050.


O Brasil, com sua diversidade climática e avançadas tecnologias do setor alimentício, é capaz de produzir uma variedade imensa de alimentos. É hoje, inclusive, um dos maiores exportadores do setor no mundo. Com isso, seria de supor que a mesa dos brasileiros fosse uma das mais fartas do mundo, inclusive em qualidade nutricional. Infelizmente, a realidade é bem diferente.


A riqueza alimentar do nosso país não alcança o cardápio de boa parte da população. A principal causa é, sem dúvida, a desigualdade social. A pobreza que atinge de forma considerável a maior parte das famílias brasileiras faz com que muitas delas não consigam realizar ao menos uma refeição completa por dia.


Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, desde a década de 70 a FAO realiza em diversos países debates que ajudam a intensificar a divulgação de novas medidas para combater a fome no mundo.


No Brasil, diversos eventos serão realizados para comemorar a Semana Mundial da Alimentação, de 11 a 17 de outubro, abordando o tema "Alcançar a Segurança Alimentar em Época de Crise".

Projetos contra a fome

Aprovada por unanimidade no Senado, a Proposta de Emenda Constitucional 047/2003, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares, foi aprovada em dois turnos no Senado e por unanimidade em Comissão Especial. Ela inclui a alimentação entre os direitos sociais de todos os brasileiros. A matéria segue agora para votação em plenário, em dia a ser definida pela Mesa Diretora da Casa. Pelo regimento, ela precisa ser votada em dois turnos e necessita de 308 votos em cada turno, dentre os 513 deputados federais.


Outras iniciativas, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), tem sido a criação de programas sociais como o Fome Zero e o Bolsa Família, que garantem o acesso à alimentação básica e auxiliam na redução da fome no país.


É importante salientar que para gerar soluções de combate a fome é fundamental que a luta seja coletiva, envolvendo sociedade, organizações não governamentais (ONGS), empresas públicas e privadas, enfim, todos que de alguma forma possam ajudar a minimizar o problema.


A alimentação saudável com qualidade e quantidade suficientes garante maior qualidade de vida e dignidade e faz parte do direito à vida de todo cidadão.

Fonte: CFN

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica

Foi lançado no último dia 1°, o Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica, promovido pelo Instituto Nacional do Câncer.

É um ótimo documento para o profissional que deseja aprofundar seus conhecimentos na área de alimentação dos pacientes com câncer.


O documento pode ser acessado através do link: http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view.asp?ID=2213

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ferro no prato das crianças


Quando o mineral está em baixa no organismo, o cérebro da garotada não se desenvolve como deveria.

Sem uma alimentação adequada, capaz de garantir o aporte de nutrientes como ferro, o foco e a concentração ficam comprometidos. Daí é mais difícil armazenar novas memórias.

Meninos e meninas com anemia por falta de ferro apresentam problemas de desempenho cognitivo, principalmente na área da linguagem.


No estudo, feito pela Revista Paulista de Pediatria, foram analisadas crianças com idade entre 2 e 6 anos. Nessa fase, a anemia pode provocar danos graves ao cérebro.

Uma em cada cinco crianças brasileiras de todas as classes sociais sofre da doença. Alguns especialistas acham que esse número seja até três vezes maior. Em geral, o problema é provocado pela falta de ferro no prato.

Esse mineral não só entra na receita da hemoglobina como participa da produção de enzimas que ajudam a manter as células cerebrais, os neurônios sempre ligadas. Sem contar que é importantíssimo para as defesas do corpo.


Para não faltar ferro é essencial que a dieta infantil inclua carne. Só ela fornece um tipo do mineral, o heme, que é mais bem aproveitado pelo organismo. No caso, as mais ricas são a de boi, de frango e de peixe, nessa ordem. Feijão e outros grãos, além de verduras como couve e rúcula, também carregam o nutriente, mas, para ele ser bem absorvido, necessita do empurrão de fontes de vitamina C, como o suco de laranja.

A verdade é que a criança precisa de um cardápio variado, deixando de lado as guloseimas, e investindo em frutas, verduras, legumes, cereais e, claro, carne.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

27 DE SETEMBRO: DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO


De acordo com a Organização Mundial da Saúde e a Organização Pan-americana da Saúde, ao menos 60% das mortes em todo o mundo poderiam ser evitadas ou adiadas se houvesse um consumo mínimo diário de cinco porções - ou 400 gramas – de legumes, folhas e frutas.


“Uma dieta sem gorduras, rica em fibras, como frutas e vegetais, ajudam, por exemplo, a reduzir a pressão arterial e melhorar os fatores de risco de diversas doenças crônicas e de cardiopatias. Além disso, carnes magras e pequenas porções diárias de arroz com feijão contemplam uma dieta ideal para a saúde cardiovascular”, comenta o dr. Paulo Moreira, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo Regional Marília.


Com nutrientes bem variados e que se complementam, um prato que contenha pelo menos cinco cores, contidas na pirâmide alimentar, é saudável, rico em vitaminas e forma uma refeição completa. O cálculo da quantidade de calorias diárias necessárias diariamente deve se adequar ao gasto calórico com exercícios, à massa corporal atual e àquela que pretende atingir.


O ácido graxo ômega 3, por exemplo, um tipo de gordura poliinsaturada, pode diminuir o risco de ataque cardíaco, proteger contra batimentos cardíacos irregulares e regular a pressão arterial. Uma das fontes naturais para este ácido graxo é o peixe, óleo de linhaça, óleo de noz, óleo de soja e óleo de canola.


Em pacientes hipertensos, por exemplo, a atenção com o sal deve ser redobrada, assim como os portadores de dislipidemias devem evitar o consumo de gorduras saturadas e trans, responsáveis pela gordura abdominal, que é fator para evolução do diabetes, insuficiência cardíaca, angina e dor no peito.


O cardiologista reforça que o resultado positivo da associação de dieta, exercícios e controle do colesterol, da pressão alta e da obesidade são essenciais para diminuição dos riscos para o coração. É de consenso geral que a atividade física promove diversos benefícios à saúde como, por exemplo, reduz os níveis de insulina no sangue e de triglicérides, aumenta o HDL (lipoproteína de alta densidade, o bom colesterol), melhora a circulação sanguínea nas pernas, além de ser coadjuvante no tratamento da insuficiência cardíaca.

Fonte: Nutritotal

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

V Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial - guia de bolso


Diversas sociedades médicas brasileiras reuniram as últimas atualizações das condutas diagnósticas e terapêuticas em hipertensão arterial em uma publicação em formato de guia de bolso.

Este documento é embasado na "V Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial" e transmite as informações em forma de tabelas e diagramas coloridos e de fácil compreensão.

Os temas abordados estão relacionados ao diagnóstico e tratamento medicamentoso ou não medicamentoso da hipertensão arterial, identificação de fatores de risco cardiovasculares, classificação dos valores da pressão arterial, hipertensão em situações especiais, entre outros.

O documento pode ser acessado através do link http://www.nutritotal.com.br/diretrizes/files/165--HipertensaoBolso.pdf

Mudanças no estilo de vida e fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis e sistema imune de mulheres sedentárias


Um artigo publicado na Revista de Nutrição, nos meses de março e abril de 2009, teve por objetivo observar os efeitos de dois meses de um programa de reeducação de hábitos sobre variáveis do sistema imunológico e de risco para doenças crônicas não transmissíveis e as associações destas entre si e com a composição corporal.

Cinqüenta mulheres sedentárias, com idade de 36 anos, e índice de massa corporal de 31kg/m2 participaram do estudo. Foram avaliados a composição corporal (antropometria e bioimpedância), o hemograma, o perfil lipídico, as concentrações plasmáticas das vitaminas A, C, betacaroteno, do zinco, do ácido úrico e da glicemia. O treinamento consistia de circuito de peso ou caminhada por 1h, três vezes por semana no primeiro mês e 1h, quatro vezes por semana no segundo mês, mais reeducação alimentar.

A gordura corporal, as concentrações plasmáticas do ácido úrico, do colesterol total e da lipoproteína de alta densidade foram significativamente reduzidas. Os triglicérides, a lipoproteína de baixa densidade e as variáveis do sistema imunológico não foram alterados. O zinco não foi associado a qualquer variável. Os glóbulos brancos, os linfócitos, as plaquetas e a vitamina C foram positivamente associados à gordura corporal e negativamente, quando divididos pela massa corporal (kg). O colesterol total e a lipoproteína de baixa densidade divididos pela concentração de vitamina A e do betacaroteno foram negativamente correlacionados à gordura corporal. A vitamina C teve a maior correlação com outros fatores bioquímicos de risco.


Em suma, dois meses de um programa de reeducação de hábitos parecem ter reduzido os fatores de risco associados às DCNT, mas não interferiram nos marcadores do sistema imunológico destas mulheres. Todavia, o aumento da gordura corporal foi positivamente associado à piora dos marcadores do sistema imunológico, das vitaminas e do perfil lipídico, sugerindo que pode ser necessária atenção com o aporte de antioxidantes em indivíduos obesos que iniciem a prática de atividades físicas.


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Indicadores de obesidade central e IMC


Um estudo publicado neste mês (setembro de 2009) na Revista Brasileira de Epidemiologia, teve por objetivo analisar o desempenho de indicadores de obesidade central por correlação e concordância com índice de massa corporal para avaliação nutricional em adolescentes segundo sexo e idade.

Dentre os indicadores de obesidade central analisados, as circunferências de cintura e abdômen apresentaram os melhores desempenhos, destacando-se a circunferência de cintura como mais apropriada para uso complementar ao IMC na avaliação nutricional de adolescentes. Porém, é enfatizado que mais estudos devem ser feitos para concluir este achado.

Diabetes e Alimentos Diet e Light


Um estudo feito na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, com 120 pacientes com diabetes tipo 2 indica que, apesar de consumir produtos diet e light com frequência, mais da metade não sabe a diferença entre os dois tipos de produtos, não tem o hábito de ler o rótulo desses alimentos e também não controla a quantidade ingerida.

Entre os pacientes entrevistados (60 homens e 60 mulheres), todos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a média de idade era de 63 anos e 83,3% tinham sobrepeso ou obesidade.


Os dados foram obtidos por meio de um questionário envolvendo variáveis sociodemográficas, hábitos de vida, história da doença e consumo de produtos dietéticos e adoçantes. A amostra foi composta principalmente por indivíduos com baixa escolaridade.


A nutricionista Paula Barbosa de Oliveira, autora do estudo feito como dissertação de mestrado defendida no Programa Saúde na Comunidade, da USP, com orientação do professor Laércio Joel Franco, alerta que o consumo excessivo desses produtos pode interferir no controle glicêmico e trazer prejuízos para a saúde dos pacientes.


Os alimentos diet são isentos de certos nutrientes encontrados no produto convencional, como açúcar, sódio ou gordura, e são elaborados para pessoas com exigências específicas, enquanto o light apresenta uma redução de, no mínimo, 25% do valor energético total ou de algum nutriente presente no produto convencional.


“O estudo conclui que informações sobre o uso adequado de adoçantes e produtos dietéticos é uma necessidade nas atividades assistenciais aos pacientes com diabetes, nos diversos níveis do SUS”, disse Paula à Agência FAPESP.

Como os indivíduos com diabetes precisam restringir a ingestão de açúcar, segundo ela o uso desses produtos pode suprir o desejo pelo sabor doce sem alterar a glicemia.


“O uso consciente e adequado desses produtos pode restringir o uso de açúcar, facilitar a adesão ao tratamento e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Verificamos, por exemplo, que apenas 41% dos pacientes têm o hábito de ler os rótulos dos produtos”, disse.


O trabalho indicou ainda que, embora não tenham sido observadas diferenças significativas entre homens e mulheres com relação à ingestão de produtos diet e light, os idosos consomem menos açúcares quando comparados com os adultos.


“Em resumo, apesar de usar menos açúcar, os idosos são os maiores consumidores de adoçantes entre todas as faixas etárias, enquanto as mulheres usam mais o adoçante fora de casa e se dizem mais preocupadas com a quantidade utilizada do que os homens”, disse Paula.


A nutricionista destaca que para obter um bom controle metabólico a educação alimentar é um dos pontos fundamentais no tratamento do diabetes, que atualmente apresenta impacto considerável como problema de saúde pública, pela morbidade, mortalidade e altos custos de seu tratamento.


Segundo ela, o uso de adoçantes e alimentos dietéticos é importante para as pessoas com diabetes, apesar de serem dispensáveis na alimentação. “Esse setor tem crescido muito nos últimos anos e, atualmente, 35% dos lares brasileiros consomem algum tipo de produto light ou diet, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos”, disse.


“As estimativas são de que o número de pessoas com diabetes do tipo 2 no mundo passará dos cerca de 135 milhões, em 1995, para 300 milhões em 2025”, apontou.


Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DIA DO NUTRICIONISTA



31 DE AGOSTO: DIA DO NUTRICIONISTA!!!

PARABÉNS A ESTE PROFISSIONAL

QUE TRABALHA DIARIAMENTE

NA PROMOÇÃO DE SAÚDE E

BEM-ESTAR DOS CIDADÃOS!!!