quarta-feira, 1 de julho de 2009

Inacreditável!!!


Olha, sanduíche de 1.000 kcal (ou seja, a metade da cota que podemos ingerir ao dia) já é inacreditável, mas isso não é nada!!!

Na nova lanchonete Heart Attack Grill (grelhado do ataque cardíaco), cujo slogan é "sabor pelo qual vale a pena morrer", um sanduíche pode ter até 8.000 kcal (valor suficiente para um adulto médio viver por 4 dias sem consumir mais nada). E se você pesar mais de 160 kg ainda pode comer de graça.

O restaurante oferece ainda a opção de refrigerantes, batatas fritas (na banha, é claro) e o que nenhuma outra rede de fast food oferece: cigarros. É a dieta do ataque cardíaco mesmo! No restaurante, as garçonetes vestem-se como sensuais enfermeiras como forma de atrair fregueses.

UM COMPLETO ABSURDO!!!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Glicemia da gestante e a saúde do bebê

A avaliação médica e nutricional das gestantes é alvo de inúmeros estudos em todo o mundo. Um dos temas bastante discutido atualmente é a hiperglicemia materna. O estudo sobre o tema concluído nos Estados Unidos, o HAPO (The Hyperglycemia and Adverse Pregnancy Outcome) acompanhou mais de 25 mil gestantes e seus bebês.

Um dos principais achados foi que pequenas variações no açúcar do sangue das mães influenciam tanto na produção de insulina como na adiposidade do corpo do bebê.

Outras evidências foram a relação do tamanho do bebê ao nascer com a adiposidade na vida futura da criança, com o aparecimento de obesidade e de alterações em seus pâncreas, podendo conferir maior risco para desenvolvimento de diabetes.

Para a médica endocrinologista Ellen Simone Paiva, estes achados têm grande peso na avaliação médica e nutricional das gestantes, principalmente pelo fato do estudo ter sido realizado com gestantes sem sinais de diabetes gestacional.

Segundo o estudo, estas gestantes não diabéticas, mas com maiores elevações glicêmicas, deram à luz a bebês com mais gordura corporal e maior produção de insulina. O alerta se dá pelo fato destas alterações glicêmicas serem muito menores do que aquelas anteriormente estipuladas como perigosas e também podem atravessar a barreira placentária e alcançar o feto, estimulando a excessiva produção de insulina.

A insulina, segundo a endocrinologista, acelera os mecanismos de estocagem de energia sob a forma de gordura, propiciando o nascimento de bebês com muito mais gordura corporal e com um mecanismo acionado para que possam continuar lidando dessa mesma forma com os nutrientes que chegam até eles.

Diabetes gestacional

O Diabetes Mellitus é caracterizado pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, ou
hiperglicemia. Isso pode ocorrer por diferentes motivos, culminando nos vários tipos da doença. O diabetes gestacional é um deles, e aparece durante a gestação. Na maioria dos casos, desaparece após o parto. Em alguns casos, no entanto, as mulheres acabam desenvolvendo diabetes tipo 2 alguns anos após o parto, principalmente se estiverem acima do peso.

Além dos sintomas comuns aos demais tipos de diabetes, pode haver excessivo ganho de peso, infecções urinárias, vômitos e visão turva. Mas como também é possível que aconteçam apenas sintomas leves, é imprescindível o acompanhamento pré-natal adequado e realização de exames específicos ao menor sinal de problemas.

Se não diagnosticada e tratada desde o início, há riscos imensos para a gestante e para o bebê. Na gestante, dificuldade de cicatrização, queda da resistência imunológica, infecções urinárias, de pele ou vaginais, hipertensão arterial e suas conseqüências, que podem acabar num aborto ou parto prematuro. Para o feto, há risco de hipoglicemia, icterícia prolongada, problemas respiratórios e até malformações cardíacas.

Estão mais propensas a desenvolver o problema as gestantes já expostas aos fatores hormonais que facilitam a ocorrência das elevações da glicose, tais como aquelas com sobrepeso ou obesidade, tabagistas, ou com antecedentes pessoais de partos complicados, histórico de diabetes da família, portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos e aquelas com excessivo ganho de peso durante a gestação.

Cerca de 7% de todas as gestações nos Estados Unidos são afetadas pelo diabetes gestacional, resultando em mais de 200 mil casos anuais. No Brasil, segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira, elaborado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a prevalência da doença está entre 2,4% e 7,2% das gestantes.

Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ácido fólico

A substância é indispensável para as gestantes e as mulheres que desejam engravidar. Conheça as melhores fontes do nutriente.


Pesquisas confirmam que o nutriente vale ouro. Tanto para prevenir malformação fetal quanto, como se viu mais recentemente, evitar o parto prematuro. A boa-nova – ou, melhor dizendo, o alento – é encontrar esse nutriente, também conhecido por folato ou vitamina B9, bem mais perto do que se imagina.


Além dos cogumelos, que encabeçam o rol, os estudiosos se espantaram com a quantidade de folato encontrada no tomate e em seus derivados. “Os frutos mais ácidos são os que têm maiores teores da vitamina”, revela Helena Godoy, farmacêutica bioquímica da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, que analisou por cerca de oito anos os teores de ácido fólico de uma série de alimentos.


Pode ser mais um truque da natureza: a acidez ajuda a proteger o nutriente, evitando sua degradação. Aliás, por isso mesmo não se trata de mera coincidência o ranking de folato conter alimentos ricos em vitamina C, uma poderosa substância ácida.


Confira abaixo os alimentos com maior teor de ácido fólico.


1. Shimeji e shitake
2. Brócolis
3. Tomate

4. Espinafre

5. Rúcula

6. Couve
7. Pitanga

8. Acelga

9. Almeirão

10. Caju
Em uma xícara de shimeji, há 794 microgramas de folato. O shitake oferece 684. Ah, não se esqueça de aproveitar até o talo!

Apenas duas flores desse vegetal já contêm 568 microgramas de folato. Ops: desde que cozidos no vapor e bem rápido!

Uma unidade média do fruto contém 249 microgramas de ácido fólico. Seus derivados também são campeões: 1 copo pequeno de suco tem 337 microgramas, 1 colher de molho de tomate oferece 140 microgramas e 1 colher de ketchup contém até 47 microgramas.

Duas xícaras cheias de espinafre cru fornecem 239 microgramas.

Duas xícaras cheias de rúcula crua equivalem a 100 microgramas.

Que tal uma salada com essa hortaliça? Não se esqueça de que os vegetais crus concentram mais ácido fólico. Três colheres de couve crua contêm 70 microgramas.

Em dez unidades da fruta, temos cerca de 43 microgramas. Se você gosta mesmo é do suco, a dica é bater a fruta e consumir logo em seguida. É que as enzimas podem degradar o folato.

Um pires cheio da verdura concentra 41 microgramas.

Amargo como ele só, em um pires cheio temos 40 microgramas.

Em uma unidade grande, há 38 microgramas. Mas o folato some se não houver cuidado.




Fonte: Bebê.com.br

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Rótulos de ovos alertam para riscos à saúde

Rótulos de ovos deverão trazer advertências sobre consumo e preparo deste alimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (16), norma que determina a obrigatoriedade, nos rótulos de todos os ovos comercializados no país, das seguintes advertências: "O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde" e "Manter os ovos preferencialmente refrigerados".


Depois de publicada, as empresas terão 180 dias para se adaptar a nova regra. “Pretendemos alertar a população sobre procedimentos que podem ajudar a evitar a transmissão da Salmonella pelo ovo.Essa bactéria é muito comum na casca e no interior deste alimento cru e pode causar infecções alimentares”,explica Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa.


A decisão da Anvisa é fundamentada em estudo do Ministério da Saúde que aponta o ovo como principal alimento envolvido em surtos de doenças transmitidas por alimentos no país se considerado como agente causador a Salmonella. Dados apontam que, entre 1999 e 2007, o consumo de ovos crus ou mal cozidos foi responsável por 22,6% dos 5.699 casos desse tipo de doença notificados ao Ministério da Saúde.


O estudo demonstra, ainda, que as residências são os locais com maior ocorrência desses surtos, com 48,5% do total, seguidas de restaurantes (18,8%) e escolas (11,6%). Maria Cecília ressalta que as mudanças na rotulagem não deverão provocar uma redução no consumo do produto. "O ovo é um alimento muito importante do ponto de vista nutricional, não é preciso diminuir o consumo do alimento, apenas alguns cuidados devem ser tomados”, explica a diretora da Anvisa.


As advertências de rotulagem deverão ser expressas em destaque, de forma legível e com tamanho mínimo de 1mm. As empresas poderão complementar as informações com ilustrações que facilitem a compreensão do consumidor.


Salmonella

A salmonelose é uma infecção alimentar causada pela bactéria Salmonela sp. Os sintomas comuns da doença incluem dores abdominais, diarréia, calafrios, náusea e vômito. A Salmonela, encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como ovos, leite e carnes, é uma bactéria que oferece sérios riscos à saúde. Esse microorganismo pode ser de vários tipos e espécies, responsáveis por quadros clínicos bem diferentes. A maioria dos surtos é causada especificamente pelo consumo de ovos ou maionese caseira contaminados, principais meios de veiculação da bactéria.


Box: Dicas para evitar salmonelose

1. Lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular carne de aves e ovos crus;
2. Cozinhar bem os alimentos;
3. Evitar consumo de produtos preparados com ovos crus (exemplos: maionese caseira, gemada);
4. Não utilizar os mesmos utensílios para preparar alimentos crus e cozidos;
5. Guardar na geladeira os alimentos preparados no fogão, mesmo que ainda estejam quentes;
6. Proteger os alimentos do contato com animais como aves, insetos e roedores, que podem transmitir a bactéria.

Fonte: Anvisa

Nutrição mais enfatizada

De acordo com nova pesquisa publicada pela associação americana de nutricionistas (ADA), 96% dos médicos americanos acreditam que o sistema de saúde deveria enfatizar mais a nutrição para a prevenção, controle e tratamento das doenças crônicas não transmissíveis.


Contudo, apenas 12% dos médicos do país dão atenção a este aspecto da saúde ou encaminha os pacientes aos nutricionistas. A boa notícia é que agora os médicos já sabem que a alimentação realmente melhora a saúde e é um coadjuvante importante no tratamento. Está na hora de mover os serviços de nutrição para a linha de frente dos cuidados em saúde.


No hospital, a terapia nutricional faz com que os pacientes se recuperem mais rápido, respondam melhor aos cuidados médicos e controlem a doença de base. Uma das maiores razões citadas pelos médicos para o não encaminhamento dos pacientes ao nutricionista é a falta de cobertura ou reembolso dos planos de saúde para os serviços de nutrição.


No Brasil não é muito diferente, a cobertura dos planos de saúde, apesar de obrigatória, é precária. Os clientes reclamam que não conseguem realizar marcações e os profissionais reclamam que não vale a pena conveniarem-se já que os convênios pagam muito pouco e demoram muito para realizar o reembolso. É imprescindível então que as agências regulamentadoras passem a fiscalizar melhor os convênios e que o governo estenda a cobertura pública nos serviços primários, secundários e terciários de saúde.


É sabido que muitas das doenças são ocasionadas pela incorreta alimentação durante a vida e a prevenção reduziria enormemente não só os casos mas também os gastos nesta área.


Fonte: Blog Dicas da Nutricionista

sábado, 13 de junho de 2009

Anvisa quer alerta nos rótulos de suplementos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer que barras de proteína, repositores energéticos, sachês e outros suplementos alimentares sejam classificados como alimentos para atletas. A proposta, já discutida em consulta pública, pretende evitar o consumo desnecessário desse tipo de produto, cujas vendas vêm aumentando de forma significativa no país.

"Para quem faz exercícios moderados, mesmo que todos os dias, uma alimentação balanceada é suficiente. Não é preciso suplementos", afirma a gerente-geral de alimentos da agência, Denise Resende. O efeito prático é que esses alimentos passariam a estampar advertência de que são produtos destinados a atletas.

Para a diretora, pessoas que praticam atividades físicas no lazer são bombardeadas por uma ação de marketing que associa o uso de suplementos à melhoria do desempenho, a um corpo forte e bem condicionado. "Não é o suplemento que vai garantir essas condições", diz.

Ela alerta que o consumo excessivo de suplementos pode trazer prejuízos à
saúde. "Tanto é que, no texto da resolução, incluímos um alerta para que o produto não seja consumido por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades."

De olho no mercado crescente, a Associação Brasileira de Produtos Nutricionais (Abenutri) organizou um manifesto contra a proposta. "A medida é desnecessária, exagerada, um desrespeito à liberdade", avalia o presidente da Abenutri, Euclésio Bragança. Embora a resolução não proíba o uso de produtos por não atletas, ele está convicto de que os novos termos poderão trazer prejuízos para o setor.

Segundo ele, o alerta nas embalagens de que o produto é destinado para atletas pode afastar parte dos consumidores. Bragança conta que o manifesto já reuniu sete mil assinaturas. Entre os argumentos usados está o de que a resolução fere a liberdade de escolha. "O que é alimentação balanceada?", questiona. Ele acrescenta ainda que as pessoas têm direito de subtituir uma refeição por um complemento, desde que tenham vontade.

A gerente da Anvisa observa que, mesmo com a resolução, nada vai impedir o consumo. "Complementos são considerados alimentos. E alimentos não são proibidos", diz ela. Mas ela observa que cabe a agência fazer recomendações para garantir que os produtos sejam usados de forma adequada.

Pela regulamentação, empresas devem colocar nos rótulos advertências como a necessidade de uso do produto sob recomendação de nutricionista ou médico. E, ainda, que o produto não substitui alimentação equilibrada. Também não podem haver expressões que façam referências a hormônios ou queima de gorduras, anabolizantes ou hipertrofia muscular.

A consulta pública já terminou. Agora, as sugestões estão em análise pela Anvisa. Uma audiência pública deverá ser marcada para discutir as alterações e, terminada essa etapa, a resolução será publicada.

Fonte: Jornal Gazeta do Sul

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Carne vermelha: consuma com moderação


A ingestão de carne vermelha está relacionada à maior prevalência de doenças cardiovasculares e de diversos tipos de cânceres. Consequentemente, também tem ligação com o aumento do risco de morte. As conclusões acima são do estudo Red and Processed Meat Intake Linked to Mortality, publicado recentemente na revista Archives of Internal Medicine.


Após acompanhar 332.263 homens e 223.390 mulheres, o registro de mortalidade por todas as causas foi estatisticamente significativo nas pessoas com maior ingestão de carne: 31% maior entre os homens e 36% maior entre as mulheres. Na avaliação de mortalidade por câncer, percebeu-se um aumento de 20% nos indivíduos com elevada ingestão de carne vermelha. No caso das doenças cardiovasculares, o aumento foi de 27% para os homens e 50% para as mulheres.


Há diversas hipóteses para tal associação. O dr. Eric Slywitch, docente dos cursos de especialização do GANEP Nutrição Humana, explica que a própria composição da carne, por seu maior teor de gordura saturada e ferro heme; a formação de compostos durante o seu aquecimento (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, aminas heterocíclicas mutagênicas, mutagênicos N-nitroso); e os conservantes utilizados na preservação (nitritos) podem estar ligados ao aumento do risco de desenvolvimento dessas doenças.


Segundo o nutrólogo, fatores como sedentarismo, tabagismo e obesidade, associados ao consumo de carne, aumentam a suscetibilidade. Também colaboram para isso a hipercolesteolemia, a hiperinsulinemia ou diabetes, atividade inflamatória elevada, níveis elevados de homocisteína e de ferro, antecedentes familiares para tais doenças, baixa ingestão de alimentos de origem vegetal (frutas, verduras, legumes, cereais integrais e feijões), entre outros.


Os carnívoros inveterados não têm muitas alternativas para se prevenir dos problemas decorrentes. “Cozinhar a carne em água ou comê-la crua seriam as duas formas que não se associam ao crescimento do risco de câncer de intestino. Mas, considerando todos os riscos no geral, o ideal é consumir o mínimo possível (menos de 20 gramas por dia) de carnes processadas ou, se possível, não consumir. O mesmo serve para churrasco, grelhados e outras formas não cozidas ou cruas”, afirma o dr. Slywitch.

Fonte: Nutritotal

terça-feira, 9 de junho de 2009

Consumo mundial de alimentos


O gráfico ao lado mostra o consumo mundial de alimentos, publicado pela FAO agora em junho (2009). Como pode ser observado na figura o consumo de cereais, laticínios e carnes caiu no último ano, mas veja o consumo de açúcar (Sugar - linha mais clara): voltou a aumentar e aumentou muito! O consumo de açúcar não deveria ultrapassar 10% das calorias diárias.


O IBGE estima que os brasileiros consumam 13% de calorias derivadas de açúcar só em casa, sem contar com o açúcar, doces, balas e refrigerantes consumidos na rua! O USDA recomenda que não sejam ultrapassadas 10 colheres de sopa de açúcar ao dia. Há, isso é muito, certo? Certo, mas uma única lata de refrigerante contém estas 10 colheres de sopa de açúcar; 10 balas (50g) contém 11 colheres, 1 xícara de cereal matinal já adicionado de açúcar contém 4 colheres, 250ml de limonada no restaurante pode conter até 7 colheres! Fora o açúcar dos cafezinhos, do achocolatado para o leite, do iogurte de frutas, do chocolate ou da sobremesa do almoço.


E você sabe: açúcar em excesso contribui para o aumento do peso e dos triglicerídeos. Além disto, este açúcar simples não contém fibras, vitaminas e minerais o que ocasiona um desequilíbrio em nosso organismo. Alguns autores relacionam, inclusive, o excesso de açúcar com depressão, constipação, congestão, ansiedade, inflamação e disfunções no sistema imune, dentre outros problemas.

Fonte: Dicas da Nutricionista

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Marcador de risco cardiovascular


Um pescoço robusto representa uma ameaça para todo o corpo. Para chegar a essa conclusão foi realizado um estudo avaliando a circunferência do pescoço de mais de 3 mil pessoas. Quanto maior a medida obtida, maior a associação com problemas que levam ao entupimento dos vasos, como hipertensão e baixos níveis de colesterol bom.

Outros estudos já relacionavam a largura do pescoço à obesidade total e à resistência à insulina, distúrbio que pode resultar em diabetes.

Foi destacada a importância das dimensões do colarinho como um possível alarme independente do tamanho da barriga, que em tese poderia até ser enxuta, se bem que é raro encontrar alguém de pescoço grosso que não seja barrigudo. Também não dá para dizer que esta medida será um marcador isolado.

Ainda não se tem parâmetros seguros para definir as medidas ideais. Isso somente novos trabalhos poderão dizer. É preciso buscar uma média que sirva para todos os homens e uma para todas as mulheres, senão o marcador perde sua praticidade.

A gordura instalada no pescoço pode ser comparada à gordura que se acumula na barriga, pois acredita-se que ela tenha uma atividade anormal e produza substâncias nocivas.

As artérias situadas na região da garganta, caso das importantes carótidas (levam o sangue para o cérebro), seriam bastante prejudicadas. O tecido gorduroso situado ali afeta os vasos próximos ao coração. Um pescoço gordo pode abrigar uma carótida cheia de placas de gordura e, assim, favorecer um derrame.

Quem tem gordura sobrando no pescoço também possui maior chance de desenvolver apneia do sono (interrupções na passagem do ar enquanto a pessoa dorme), que está associada a fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão.

Para evitar que a gordura se acumule ali, devem ser adotadas as mesmas estratégias que eliminam o excesso de gordura em outros cantos do corpo. A clássica parceria entre dieta balanceada e a prática regular de exercícios físicos.

Fonte: Revista Saúde

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Grávidas e mal alimentadas

Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontou que cerca de 80% das adolescentes grávidas se alimentam de maneira inadequada durante a gestação. A pesquisa, feita no Ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos, indicou também que apenas 10% conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.


O levantamento foi feito com 200 adolescentes gestantes, com até 17 anos, atendidas no ambulatório no primeiro trimestre deste ano. Entre os problemas, o principal é a ingestão excessiva de alimentos altamente calóricos e com grande teor de sódio.


Os que lideram a lista dos mais consumidos pelas jovens na gestação são os s
algadinhos industrializados, bolachas doces recheadas, hambúrguer, macarrão instantâneo, chocolate, sucos de saquinho e batata frita.


Segundo Marta Del Porto Pereira, nutricionista do ambulatório, esses problemas alimen
tares são prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê. “Consumir comidas assim durante a gestação provoca alterações sérias nos níveis de glicemia da mãe, além de causar pressão alta. E para o bebê, o sofrimento é inevitável, interferindo até mesmo na sua formação e no ganho de peso”, disse.


De acordo com a nutricionista, é preocupante o fato de não ocorrerem mudanças na alimentação, apesar de toda a orientação que elas recebem durante o pré-natal. “As jovens de uma maneira geral não medem as consequências de que o que elas fazem hoje de errado vai refletir amanhã diretamente no bebê. Mudar esses hábitos e essa visão é uma tarefa muito complicada”, alertou.


A Secretaria da Saúde destaca que durante a gestação é fundamental ter uma alimentação equilibrada e ingerir alimentos saudáveis, como frutas, verduras, legumes e fontes de ferro e ácido fólico, como o feijão. Beber bastante água também é fundamental nesse período.


Para ter uma gestação saudável, é importante evitar alimentos gordurosos como frituras, embutidos, doces em excesso e grande quantidade de carboidratos. Eles elevam os níveis de glicemia do corpo e podem ocasionar pressão alta na mãe.

Fonte: Agência FAPESP